Monthly Archives: outubro 2010

CPI da Pedofilia reúne-se com policiais do DEIC.

CPI da Pedofilia no DEIC

Os integrantes da CPI da Pedofilia reuniram-se, em 7/10, com o diretor Gaetano Vergine e funcionários do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) para conhecer a realidade na investigação de crimes dessa natureza. Para a deputada Beth Sahão (PT), relatora da CPI, o resultado da reunião foi conhecer a grande dificuldade que os policiais encontram na identificação de criminosos, especialmente por falta de agilidade do processo. Na investigação, segundo constatou, a identificação do criminoso enfrenta um processo que pode levar até seis meses para ser completado, o que dificulta a interrupção da ação delituosa. “Temos de encontrar fórmulas para reduzir esse tempo e poder recomendar, no relatório da CPI, alternativas para dar agilidade e celeridade ao processo”, observou a parlamentar. Segundo os funcionários da polícia civil, sem informação não existe a investigação, o que impede que se possa chegar ao criminoso. Como exemplo de entraves que tornam lentas as investigações, os policiais citaram a necessidade de autorização judicial, que nem sempre é rápida, para que as operadoras e provedores de acesso à internet disponibilizem informações eletrônicas.
Também ficou claro na reunião a insuficiência dos recursos humanos e materiais para combater esses crimes com mais eficiência. A deputada informou que não existem recursos no âmbito dos gestores municipais, o que certamente dificulta sua ação. “Não basta ter uma carta de intenções, uma recomendação. É preciso haver uma política de Estado que atrele determinadas ações. Por exemplo, só vai ser repassada a verba para o município que tiver um percentual de seu orçamento investido na área de proteção à criança e ao adolescente, da mesma forma que 25% do orçamento deve ser destinado à educação e 15% à saúde”, disse Beth.
José Bruno, presidente da CPI, disse que, além de cumprirem seu papel parlamentar, os deputados prometeram continuar lutando para conseguir ferramentas para que a polícia possa desmobilizar os praticantes desse crime no Estado de São Paulo.
“Hoje pudemos tomar pé da situação e verificar que a polícia já realiza um excelente trabalho na área de investigação nos crimes de pedofilia. Pudemos também entender a dificuldade e falta de estrutura que impossibilitam uma ação mais ágil e completa. Recebemos suas indicações, que pretendemos levar adiante. Vamos trabalhar na Assembleia Legislativa a favor de municiar a Polícia Civil na investigação e combate ao crime organizado de pedofilia”, declarou o parlamentar.
Nos próximos dias, também será consultada a Secretaria da Educação, uma vez que, na opinião dos participantes da CPI, os professores e educadores têm, com certeza, um papel importantíssimo no processo de identificar alunos que seriam possíveis vítimas. Claro que seria recomendado que esses profissionais passassem por treinamento e capacitação, para que pudessem desenvolver uma percepção cada vez mais precisa, o que lhes possibilitaria identificar as vítimas de abuso sexual ou pedofilia e encaminhá-las para um serviço de proteção.
Os membros da CPI entendem que a rede de proteção no Estado deve incluir as áreas de saúde, educação, assistência social, conselhos tutelares, Polícia Civil e Ministério Público, para que, com essa integração, o combate à pedofilia possa ser mais efetivo.
O delegado de polícia José Mariano de Araujo Filho revelou que ele e os outros funcionários da área vivem uma batalha diária, correndo contra uma burocracia que engessa seu trabalho e retarda o processo de identificação dos criminosos e sua punição. Para ele “o criminoso se vale da rapidez com que a informação desaparece nesses delitos e, em função da burocracia, eles permanecem impunes”.
O presidente da CPI pretende levar ao Senado Federal a conclusão do relatório final. Ele acredita que será uma grande contribuição que o Estado de São Paulo estará dando à União.

CPI da Pedofilia Alesp

Deputado José Bruno, Delegado José Mariano e o Diretor do DEIC Delegado Gaetano Vergine

Fonte.: Portal da Assembléia Legislativa de São Paulo

Infra-estruturas do Reino Unido estão sob risco de ataques cibernéticos.

Cyber-warfare

Infra-estruturas importantes do Reino Unido, incluindo as redes elétricas e serviços de emergência, podem vir a serem alvos de um ciberataque, conforme alertou o “Government Communication Headquarters” (GCHQ).
Segundo a BBC, o diretor Iain Lobban do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, os computadores do governo britânico estão sendo alvo de cerca de 1.000 e-mails maliciosos por mês.
“O ciberespaço reduz a barreira para entrar no jogo de espionagem, tanto para os estados quanto para os agentes criminosos”, afirmou Iain.
“O ciberespaço é contestado a cada dia, cada hora, cada minuto, cada segundo. Posso garantir que a partir de amostras relacionadas a invasões colhidas em nosso centro de operações, ocorrem minuto a minuto inúmeras tentativas de penetração em sistemas ao redor do mundo.”
Ele acrescentou que medidas deveriam ser tomadas para que decisões quanto ao uso das redes de segurança do Reino Unido sejam “uma vantagem competitiva para o Reino Unido”.
“Nós podemos dar às empresas a confiança de que, baseando-se aqui eles ganham as vantagens do acesso a uma infra-estrutura de internet atual, reduzindo seus riscos.”
Iain Lobban também disse que a segurança nacional está sendo afetada pelo furto de propriedade intelectual que está acontecendo em uma “escala massiva”.
“Há um ângulo de defesa muito claro. Para prosperar, uma economia do conhecimento necessariamente tem que se proteger contra a exploração da propriedade intelectual no coração dos setores da indústria criativa e de alta tecnologia. É preciso manter a integridade de seus serviços financeiros e comerciais.”