Monthly Archives: junho 2011

FMI é vítima de ataque cibernético grande e sofisticado.

Fundo Monetário InternacionalO Fundo Monetário Internacional teria sido atingido por um “ciberataque grande e sofisticado”, que teria colocado informações potencialmente sensíveis e dados confidenciais sobre economias de vários países sob risco de exposição.
O alcance do ataque é desconhecido, segundo o “New York Times”, que publicou a notícia do incidente no sábado. Mas observou que o FMI, que ajuda a gerenciar crises financeiras ao redor do mundo, é “o repositório de informações altamente confidenciais sobre a condição fiscal de muitas nações”.
O ataque ocorreu ao longo dos últimos meses e foi divulgado internamente pelo FMI nesta quarta-feira aos seus funcionários e sua diretoria, disse o “Times”, que cita altos funcionários sem nomes como sua fonte. Um porta-voz do FMI confirmou ao jornal que o fundo está investigar um “incidente”, mas não quis dar detalhes. O porta-voz disse que o fundo continua sendo “totalmente funcional.”
Um outro funcionário não identificado disse ao “Times” que teria ocorrido uma “violação muito grave.”
O incidente, aparentemente, não tem relação com a prisão de Dominique Strauss-Kahn, ex-chefe do FMI, que foi preso em Nova York no mês passado por supostamente ter abusado sexualmente de uma empregada de hotel. Ele também parece não estar relacionado a um arrombamento na “RSA Security” ocorrido em Março que comprometeu seu sistema de acesso “SecurID”, informou o “Times”.
Os sistemas de computadores do FMI incluem comunicações com os líderes mundiais que negociam os termos de salvamentos internacionais, ainda segundo o “Times”. Segundo um funcionário que atua nos referidos acordos isto seria “dinamite política”.
O jornal destacou que não ficou claro quais as informações que os hackers foram capazes de acessar, no entanto, o FMI não disse onde o ataque se originou
Mohan Koo da empresa “Dtex Systems” no Reino Unido, disse que a recente onda de ataques em grandes organizações mundiais é preocupante porque elas se tornaram alvos de ações bem organizadas e executadas, e não de ataques oportunistas.
“Talvez o mais assustador de tudo é o fato de que este tipo de ataque pode ser facilmente direcionado para infra-estruturas críticas nacionais, as órgãos internos, comom por exemplo, Energia e Águas, onde o impacto de tal ruptura traria resultados severos, imediatos e potencialmente ameaçadores com consequências diárias para os cidadãos.”
Os especialistas em cibersegurança dizem que pode ser difícil para os pesquisadores provar que uma nação estava por trás deste ataque.
“Mesmo as nações em desenvolvimento são capazes de utilizar a Internet para mudar sua posição e capacidade de influência “, disse Jeffrey Carr, autor do livro “Inside Cyber ​​Warfare”.
“É algo que nunca poderia ter sido feito anteriormente, sem ouro ou sem poderio militar”, segundo Carr.
O Diretor da “CIA”, Leon Panetta, disse ao Congresso dos EUA em 09 de junho deste ano que os Estados Unidos enfrentarão a “possibilidade real” de um ataque cibernético de potencial destruidor em seus sistemas de potência, energia, segurança, sistemas financeiros e governamentais.
A empresa L’ockheed Martin Corp”, fornecedora principal do Pentágono e a maior provedora de tecnologia da informação para o governo dos EUA, divulgou há duas semanas que havia frustrado um ataque cibernético “significativo”. Segunda a empresa ela teria se tornado um “alvo freqüente dos adversários em todo o mundo”.
Também foram atingidos recentemente o “Citigroup Inc”, “Sony Corp” e “Google Inc”.

Fonte: James Niccolai, IDG News Service.

Cyberbullying: Você sofre deste mal?

Cyberbullying: Você sofre deste mal?O “cyberbullying” consiste no ato de, intencionalmente, uma criança ou adolescente, fazendo uso das novas tecnologias da informação e comunicação, denegrir, ameaçar, humilhar ou executar outro qualquer ato mal intencionado dirigido a outra criança ou adolescente.
O cyberbullying tem sido definido como “quando a Internet, telefones celulares ou outros dispositivos são utilizados para enviar textos ou imagens com a intenção de ferir ou constranger outra pessoa.”.
Um “cyberbully” pode tornar-se, no momento seguinte, também ele uma vítima. É frequente os
jovens envolvidos neste fenômeno mudarem de papel, sendo os maltratantes numa altura e as
vítimas noutra.
O cyberbullying, via Web, pode ser considerado tão prejudicial quanto o bullying “tradicional”, podendo, inclusive, levar, em casos extremos, ao suicídio.
A massificação da Internet, especialmente pelo uso entre as novas gerações, contribui para o aumento do cyberbullying, pois, no mundo virtual, os bullies não precisam dar as caras. A prática de cyberbullying, porém, não se limita apenas às crianças, podendo ocorrer também entre adultos.
Podem ser destacadas como principais modalidades criminosos consideradas pela legislação em vigor no nosso país como sendo cyberbullying:

1)Calúnia: afirmar que a vítima praticou algum fato criminoso. Um exemplo comum é o caso de mensagens deixadas no perfil de um usuário do Facebook ou outro site de relacionamento que imputa a ele a prática de determinado crime, como por exemplo, que certa pessoa praticou um roubo ou estelionato. A pena para este tipo de delito é de detenção de seis meses a dois anos e multa

2.      Difamação: propagar fatos ofensivos contra a reputação da vítima. O estudante que divulgou no Twitter que determinado empresário foi visto saindo do motel acompanhado da vizinha praticou o crime de difamação. Mesmo que o estudante prove que realmente o empresário foi visto no local, o crime subsistirá, pois independe do fato ser verdadeiro ou falso, o que importa é que prejudique a reputação da vítima. O delito tem uma pena de detenção de três meses a um ano e multa.

3.      Injúria: ofender a dignidade ou o decoro de outras pessoas. Geralmente se relaciona com xingamentos, exemplo, escrever no Facebook da vítima ou publicar na Wikipédia que ela seria prostituta, vagabunda e dependente de drogas. Também comete este crime aquele que filma a vítima sendo agredida ou humilhada e divulga no Youtube. A pena é de detenção e varia entre um a seis meses ou multa. Se a injúria for composta de elementos relacionados com a raça, cor, etnia, religião, origem ou condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência o crime se agrava e a pena passa a ser de reclusão de um a três anos e multa.

4.      Ameaça: ameaçar a vítima de mal injusto e grave. É corriqueiro a vítima procurar a Delegacia de Polícia para informar que recebeu e-mails, mensagens de MSN ou telefonemas com ameaças de morte. A pena consiste na detenção de um a seis meses ou multa.

5.      Constrangimento ilegal: em relação ao cyberbullying, o crime de constrangimento ilegal pode ocorrer se for feita uma ameaça para que a vítima faça algo que não deseja fazer e que a lei não determine, por exemplo, se um garoto manda uma mensagem instantânea para a vítima dizendo que vai agredir um familiar dela caso não aceite ligar a câmera de computador (web cam). Também comete este crime aquele que obriga a vítima a não fazer o que a lei permita, como no caso da garota que manda um e-mail para uma conhecida e ameaça matar seu cachorro caso continue a namorar o seu ex namorado. A pena para este delito é a detenção de três meses a um ano ou multa.

6.      Falsa identidade: ação de atribuir-se ou atribuir a outra pessoa falsa identidade para obter vantagem em proveito próprio ou de outro indivíduo ou para proporcionar algum dano. Tem sido freqüente a utilização de fakes em sites de relacionamentos, como no caso de uma mulher casada que criou um fake para poder se passar por pessoa solteira e conhecer outros homens. Também recentemente uma pessoa utilizou a foto de um desafeto para criar um perfil falso no Orkut, se passou por ele e começou a proferir ofensas contra diversas pessoas, visando colocar a vítima em uma situação embaraçosa. A pena prevista para este tipo de ilícito é de três meses a um ano ou multa se o fato não for considerado elemento de crime mais grave.

7.      Molestar ou perturbar a tranquilidade: neste caso não há um crime e sim uma contravenção penal que permite punir aquele que passa a molestar ou perturbar a tranqüilidade de outra pessoa por acinte ou motivo reprovável, como por exemplo, nos casos em que o autor passa a enviar mensagens desagradáveis e capazes de incomodar a vítima. Recentemente ocorreu um caso de um indivíduo que passava o dia inteiro realizando ligações telefônicas e enviando centenas de mensagens SMS com frases românticas para a vítima. O caso foi esclarecido e o autor foi enquadrado nesta contravenção penal. A pena para essa figura delitiva é de prisão simples, de quinze dias a dois meses ou multa.

Tal como em muitos outros fatos da vida, a prevenção é o melhor meio de evitar os efeitos do
“cyberbullying”.
Abaixo destacamos algumas dicas que poderão ser úteis:

1)Conheça as armas de combate ao bullying: Navegue pela Internet e informe-se acerca de todos os meios de combate à disposição dos usuários da internet. A vítima não precisa de sofrer passivamente este tipo de ataques, existem formas de resolução, nomeadamente, reportando ao responsável por um “site” na Internet a situação de abuso ou mesmo ao provedor de acesso. Se entender que o “bullying” assume contornos realmente nocivos, não exite em contatar a Polícia.

2)Fale com o seu filho e saiba educa-lo no uso da internet: A comunicação entre o jovem e as pessoas envolvidas na sua educação ajuda a evitar o isolamento e o segredo quando um problema destes se instala. Falar regularmente com o seu filho ajuda a perceber as alterações no seu comportamento e a prestar-lhe a ajuda necessária. Em especial, explique ao jovem que ele não está sozinho nesta situação e não tem que passar por ela sozinho, nem fez nada para merecer ser maltratado dessa forma.

3)Mantenha os computadores em locais comuns da sua residência: Este cuidado refere-se aos computadores com acesso à Internet. Ao limitar a privacidade na utilização da Internet, você poderá estar mais atento a alguma utilização mais abusiva, bem como agir atempadamente caso alguma coisa venha a acontecer.

4)Não permita o compartilhamento de dados pessoais: Ensine a seu filho os perigos de fornecer dados pessoais a terceiros, tais como o furto de identidade. Além disso, trocar ou colocar imagens pessoais na Internet oferece a oportunidade a outros de as copiar, usar e manipular.

5)Ensine seus filhos a serem corretos na Internet: Insista na boa educação, seja “online” ou no dia-a-dia. Um dos efeitos nefastos do “cyberbullying” é levar a vítima a retaliar e tornar-se, ela mesma, num “cyberbully”. Quebre este ciclo encorajando seu filho a responder de forma apropriada, bem como informar aos responsáveis por sites na Internet, provedores de acesso ou mesmo ignorando a situação. Não deixe o jovem perder o controle da sua vida, que é o principal propósito do “cyberbully”.
Da mesma forma, mostre-lhe que começar neste tipo de “brincadeira” (que o cyberbully pode
considerar inocente, não tendo consciência das consequências para a vítima) é algo muito negativo e perigoso.

6)Guarde as mensagens de “cyberbullying”: Embora não sejam agradáveis, estas podem servir de prova caso o assunto assuma proporções tais que seja necessária a intervenção de entidades especializadas.

7)Mude de conta de correio eletrônico ou outras: Se a situação persistir, incentive o jovem a mudar a conta na qual o abuso ocorre, seja correio eletrônico, blog, ou outra. Mantenha as contas antigas para ajudar a apanhar o provocador.

8)Instale software de prevenção de “cyberbullying”: Pesquisando na própria Internet, qualquer um pode encontrar alguns programas que podem ser instalados no seu computador para
ajudar a prevenir este tipo de situação e/ou ajudar a identificar a origem do ataque.

Se o praticante de “cyberbullying” for menor de 18 (dezoito) anos poderá responder de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, podendo sofrer desde uma advertência até internação em centro de recuperação. A escola só é responsabilizada se a prática partir do ambiente escolar.
Nunca devemos nos esquecer que a vítima de hoje de “cyberbullying” pode ser o molestador de amanhã, exatamente por isso devemos voltar nossa atenção para a prevenção deste tipo de comportamento por parte de nosso filhos.
Descobrir que seu filho é aquele que está se comportando de forma inadequada pode ser perturbador e doloroso. É importante abordar o problema de frente e não esperar que ele vá embora.
Converse com seu filho com firmeza sobre suas ações e explique a ele o impacto negativo que tem sobre os outros. Brincadeiras e provocações podem até parecer muito “legais”, mas isso pode ferir os sentimentos das pessoas e levar seu filho a situações complicadas.
Comportamentos como os mencionados – sob qualquer forma – são inaceitáveis e não podem ser levados a sério por suas consequências as vezes se tornarem irreversível em casa, na escola e na comunidade.
Lembre seu filho que o uso de telefones celulares e computadores é um privilégio. Às vezes isso ajuda a restringir o uso desses dispositivos até que um comportamento indesejado por parte dele possa melhorar. Se você sentir que seu filho deve ter um telefone celular por razões de segurança, certifique-se que é um telefone que só pode ser utilizado para fins de emergência.
Para chegar ao cerne da questão, às vezes, falar com professores, orientadores e outros funcionários da escola pode ajudar a identificar situações que levam o seu filho a intimidar outros. Se a raiva mal administrada é um problema, converse com um médico sobre como ajudar seu filho a aprender a lidar com a raiva, mágoa, frustração e outras emoções fortes de uma forma saudável.
O aconselhamento profissional, muitas vezes ajuda as crianças a aprender a lidar com seus sentimentos e a melhorar suas habilidades sociais, que por sua vez, pode reduzir em muito o “bullying” e o “cyberbullying”.

BrasilGov 2.0: Por um país mais participativo!

BrasilGov 2.0

BrasilGov2.0 é uma iniciativa inédita criada pela união de instituições e empresas e tem como objetivo impulsionar o diálogo entre cidadãos e governo em prol do desenvolvimento do país.
O evento visa unir os interessados em discutir e melhorar os serviços públicos brasileiros, além de constituir-se como uma plataforma de colaboração entre pensadores, influenciadores, administrações públicas estaduais e municipais, universidades, comunidades não governamentais e população em geral.
Esse encontro segue um modelo internacional inovador, conhecido como Camp, em que participantes, via web, sugerem e desenvolvem temas de forma aberta e participativa. Os, conteúdos, palestras e workshops apresentados são pautados pelas discussões e debates que ocorrem por meio das redes sociais, blogs, sites, entre outros.
Aqueles que se destacarem durante esse período serão convidados a participar de um fórum na cidade de São Paulo, no dia 08 de junho. O evento encerrará a primeira edição do BrasilGov2.0 e contará com transmissão ao vivo, via internet.
Nesse dia, também teremos personalidades internacionais para falar sobre temas orientados na Inovação, Transparência, Participação e Colaboração, fundamentais para o desenvolvimento da economia e a recriação das relações entre Estado e cidadãos.
Seremos um dos participantes do evento discorrendo sobre o tema “Segurança Pública e Web 2.0”

Para inscrições acesse: http://www.brasilgov2.com.br/inscreva-se.asp