Monthly Archives: agosto 2011

Nossa participação no BrasilGov2.0

BrasilGov2.0

BrasilGov2.0 é uma iniciativa inédita criada pela união de instituições e empresas e tem como objetivo impulsionar o diálogo entre cidadãos e governo em prol do desenvolvimento do país.
O evento visa unir os interessados em discutir e melhorar os serviços públicos brasileiros, além de constituir-se como uma plataforma de colaboração entre pensadores, influenciadores, administrações públicas estaduais e municipais, universidades, comunidades não governamentais e população em geral.
O Brasil já começou a abrir caminho para o uso das novas tecnologias na gestão pública. Vemos hoje o uso de portais, sites, redes sociais e recursos móveis para a prestação de serviços e informações ao cidadão.
No entanto essa abertura ainda é inicial, há muito o que ser pesquisado e desenvolvido para que a comunicação entre o governo e a população seja mais eficiente.  Por isso, debates e sugestões entre pesquisadores, desenvolvedores de softwares e plataformas, iniciativas governamentais e a opinião do cidadão são muito importantes para o desenvolvimento de um Brasil mais participativo, competitivo e transparente.
É com essa proposta que o BrasilGov2.0 chegou ao país, buscando fomentar novas ideias e debates afim de trazer mais inovação e aperfeiçoar o uso da web 2.0 nos serviços públicos brasileiros.
Tivemos a oportunidade de participação deste fantástico evento, falando um pouco sobre Segurança Pública e Web2.0, conforme você pode assistir nos três vídeos a seguir apresentados.

1º CIBERJUR – Congresso Nacional de Direito e Tecnologia

1º CIBERJUR – Congresso Nacional de Direito e Tecnologia

A Ordem dos Advogados do Brasil, Secional de São Paulo, por sua Comissão de Ciência e Tecnologia, e a Escola Superior de Advocacia, realizarão Congresso Nacional visando debates para contrapor o cenário jurídico brasileiro como desenvolvimento da tecnologia.Nos dias 16, 17 e 18 de setembro, São Paulo receberá políticos, juristas, advogados, especialistas, cidadãos,empresários, estudantes, acadêmicos e autoridades do Direito e da Tecnologia para debater os rumos legais e práticos das novas ferramentas tecnológicas e suas aplicações e implicações no dia-a-dia do Direito Brasileiro.
O Congresso será realizado na Escola Superior da Advocacia, ESA, e contará com 45 painéis, 9 mini cursos de certificação digital, 2 palestras magnas, espaço para a imprensa, expositores, patrocinadores, sala VIP e transmissão ao vivo das aulas magnas pela internet.
O objetivo será o de demonstrar o que está porvir no cenário brasileiro em relação à identificação de novas tecnologias, novos mercados, a capacitação do advogado ao direito de informática e os direitos do cidadão na sociedade da informação.
O Congresso receberá, nos três dias do evento, mais de 3.000 pessoas – dentre elas membros do executivo, legislativo e judiciário, ministros, juízes, promotores, delegados, peritos, agentes de órgãos públicos, empresas públicas e privadas, organizações não-governamentais e estudantes.
Ao final do evento será redigida carta aberta dirigida às autoridades brasileiras propondo críticas, soluções e inovações no uso das novas tecnologias.
Estaremos participando do evento no dia 16 de Setembro de 2011, às 18:00 horas, no Painel de Nº 13, o qual versará sobre “A Investigação dos Crimes Eletrônicos no Brasil e no Mundo”, tema bastante atual é que permitirá grandes reflexões sobre a posição brasileira nesta área.

Não deixe de participar!

Cyber ataques em que poucos acreditavam devem tornar mais rápidas as ações globais. Com exceção do Brasil é claro!

Cyber ataque

Resumo: Um novo e importante ataque massivo de hackers indica que os governos e as empresas estão perdendo a guerra contra os criminosos cibernéticos, mas não deixa claro se a sua divulgação tornará necessária uma ação global mais rápida contra as invasões “online”.

Um relatório dos EUA, o qual aponta que criminosos teriam violado redes de computadores de 72 organizações em todo o mundo ao longo de um período de cinco anos na maior campanha de “cybercrime” encontrada até o momento, será discutido pelos países ocidentais que irão sugerir defesas digitais mais rígidas.
“Esta é a maior transferência de riqueza em termos de propriedade intelectual na história da humanidade”, disse Dmitri Alperovitch, vice-presidente de pesquisa de ameaças de segurança nos E.U.A. da empresa McAfee, que produziu o relatório.
A empresa McAfee disse acreditar existir um “ator estatal” por trás dos ataques, mas não quis nomeá-lo, embora um especialista em segurança que foi informado sobre a ação disse que a evidência aponta para a China.
Não houve comentários da China sobre o relatório.
A evidência oficial da preocupação sobre os ataques veio à tona na quarta-feira, quando a agência britânica de espionagem eletrônica emitiu um raro comentário público, dizendo que o relatório ilustra a importância de uma melhor segurança cibernética para o comércio e o desenvolvimento social.
Há uma necessidade do mais amplo “entendimento comum” internacional possível quanto ao comportamento on-line aceitável, segundo afirmou o órgão de comunicação do Governo britânico a agência Reuters.
Na Casa Branca, o porta-voz Jay Carney disse que o presidente dos E.U.A., Barack Obama estava trabalhando para reforçar as defesas do governo e do setor privado.
Ecoando essa visão, a agência governamental britânica “International Cyber Security Protection Alliance”, que ajuda as agências governamentais do país nos ataques “online” contra invasores, disse que o relatório mostrou que a guerra cibernética havia se intensificado a um grau irrefutável.
“As empresas que têm exposição as principais correntes da internet e que são dependentes de tecnologia para a sua sobrevivência, devem agora certamente levar a sério a ameaça”, comentou o presidente-executivo da “International Cyber Security Protection Alliance”, o britânico John Lyons.
Ele disse que as empresas agora devem ser “muito menos arrogante em sua abordagem para garantir que a sua propriedade intelectual e os dados de seus clientes estejam bem protegidos.”
Finalizou dizendo que “se eles vão ser mais vigilantes é outra questão”.

Um Estigma decrescente, mas lento demais:

Apesar do alerta crescente nos governos ocidentais, uma série de obstáculos estão no caminho de um mundo “online” mais seguro, o que torna não menos importante, a relutância do estigma de consciência das empresas de comunicação em relatar os ataques.
É fato que o estigma citado esta erodindo, na esteira de ataques divulgados por instituições ocidentais e multilaterais em 2011, mas não de forma rápida o suficiente para agradar muitos especialistas em segurança.
Mohan Koo, presidente-executivo da empresa de segurança “Dtex”, disse que o relatório deve encorajar mais empresas a falar abertamente e na promoção de um conjunto de experiências no combate ao que chamou de “epidemia de hacking”.
“Entretanto, eu suspeito que a maioria vai querer permanecer anônimo, devido ao temor de elevadas implicações à reputação”, afirmou o executivo.
Ele arrematou dizendo que mais detalhes em torno do que foi roubado e como o foi certamente ajudam a ilustrar cenários e a dar mais chance de que outras pessoas cheguem e digam, “Ei, isso aconteceu comigo também!”.
Graham Cluley, consultor de tecnologia sênior da “Sophos”, disse à Reuters que o relatório da “McAfee” foi um lembrete importante para que todas as empresas e governos comecem a levar a sério a segurança de seus computadores.
Mas ele concordou que mais informações ajudariam a manter as mentes focadas.
“No momento, nunca fica claro claro se foi o computador da recepcionista ou do presidente da empresa que teria sido atacado.”
Até porque existe um cinismo entre as empresas sobre a divulgação de cyber-ataques sofridos pelas empresas. Em muitas situações, estes ataques são vistos como marketing por uma empresa concorrente, gerando um impacto negativo para os negócios das empresas que precisavam captar recursos.

O aprofundamento ideológico divide as discussões:

“Ainda há uma relutância entre as organizações para acreditar que isso está acontecendo, especialmente quando é uma empresa de segurança que está fazendo as declarações, mas que está lentamente a diminuir e CEO’s estão se tornando mais conscientes”, disse Tony Dyhouse, da “Britain’s ICT Knowledge Transfer Network” do Reino Unido, um fórum multi-indústria de inovação.
Outro problema é que muitas organizações têm dificuldade em usar padrões técnicos de gestão de risco para avaliar a ameaça e o impacto dos custos para uma empresa.
“É quase impossível avaliar com sensatez o impacto financeiro que muitas vezes está na vanguarda da propriedade intelectual e que pode fazer parte de um quadro maior (de negócios), não podendo ser implementado ao longo dos anos”, disse Dyhouse.
Depois, há o fato de que todos os países mais avançados tentam “sniffar” eletronicamente uns aos outros. A realidade delicada significa que qualquer esforço internacional para harmonizar leis sobre crimes cibernéticos a fim de permitir que os infratores sejam perseguidos e punidos através das fronteiras dos países tem que primeiro resolver um profundo déficit de confiança.
O que também complica a diplomacia cibernética é uma divisão ideológica entre as nações ocidentais e sociedades mais autoritárias. Autocracias tendem a favorecer a censura. Nações ocidentais argumentam que o acesso à informação é vital para à promoção de benefícios econômicos e sociais.
“A criação de uma cortina digital tem sido decrescente no mundo todo”, afirmou Rafal Rohozinski, um pesquisador sênior do Centro de Estudos de Segurança Global do Canadá.
Pouco mais da metade da população mundial está conectada à Internet mesmo sofrendo algum tipo de restrição de acesso, e esse número está crescendo rapidamente, segundo afirmou em 15 de julho passado nos U.S.A. a Comissão sobre Segurança e Cooperação da Europa ouvida numa audiência em Washington.
“Desde 2003, quando pela primeira vez foi documentado o surgimento do “grande firewall” da China, mais de 45 países no mundo inteiro adotaram meios semelhantes para transformar a Internet de um patrimônio global em um condomínio fechado.”

Fonte: Agência Reuters com reportagem adicional de Jim Finkle e edição de Michael Roddy.