Austrália: Lei para combater o cibercrime e ataques de “hackers”.

Ataque HackerO Governo da Austrália apresentou no dia 22 de junho deste ano sua legislação para reprimir a cybercriminalidade, na esteira dos ataques cibernéticos recentes sobre empresas multinacionais e instituições, tais como Google, o Fundo Monetário Internacional e o Senado dos EUA.
“O cybercrime é uma ameaça crescente para os indivíduos, empresas e governos,” disse o Procurador-Geral Robert McClelland, que ressaltou os problemas da indústria australiana com as gigantescas perdas de recursos quase que diariamente, em decorrência de ataques por hackers a inúmeras “offshores” australianas.”
A cyber-ameaça aumentou significativamente e nenhuma nação sozinha pode efetivamente superar este problema, sendo que a cooperação internacional é essencial”, afirmou McClelland.
A lei australiana, uma vez aprovada pelo parlamento, dará a polícia australiana e agências de inteligência o poder de forçar as empresas de telecomunicações há manter informações sensíveis que normalmente são armazenadas brevemente antes de serem perdidas.
Um outro objetivo do governo australiano é reforçar a cooperação com agências de combate ao cybercrime no exterior, dando a polícia e agências de segurança um melhor acesso às informações armazenadas fora do país ao investigar crimes cometidos localmente usando a internet.
“A Austrália deve dispor de meios adequados a nível nacional e internacional para melhorar sua posição num possível combate ao cibercrime e ameaças à segurança cibernética”, disse McClelland.
Cybercriminosos lançaram uma série de ataques nas últimas semanas visando os legisladores não somente dos EUA, mas empresas globais e instituições, tais como o “Citigroup Inc” e a empresa aeroespacial “Lockheed Martin”, o que forçou governos e empresas privadas a pensarem mais no reforço de suas defesas.
Henry Kissinger, um arquiteto de relações sino-americanas na década de 1970, foi chamado no início deste mês para auxiliar Estados Unidos e China a chegarem a um acordo a fim de restringir ataques cibernéticos e designar algumas áreas como fora de limites.
A Austrália já está desenvolvendo uma “cyber estratégia” de defesa para combater a espionagem e o “hacking” de equipamentos eletrônicos, incluindo a crescente ameaça representada por cyber-ataques patrocinados contra Estados do mundo todo. A estratégia deste projeto estará pronto no próximo ano.
O Estado Australiano tem experimentado uma onda de ataques sobre mais de 4.000 empresas, incluindo ataques de hackers à empresa de quem o parlamento australiano comprou suas redes de informática.
O Procurador Geral McClelland disse que atualmente estão sendo feitos ajustes nas contas relativas ao combate ao cibercrime para que se possa definir o quadro legislativo, a fim de que a Austrália possa se juntar ao único tratado internacional vinculativo sobre o problema: o Conselho da Europa sobre o Cybercrime.
A Austrália quer ampliar a cooperação internacional e ajudar as autoridades daquele país a coletar dados no exterior, bem como estabelecer uma rede de emergência para que possa fornecer ajuda imediata para os investigadores a nível mundial.
Mais de 40 nações assinaram ou tornaram-se parte da Convenção do Cybercrime, incluindo os Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Japão e África do Sul.
“Este é um passo importante para aumentar os poderes dos investigadores australianos e para combater eficazmente a criminalidade com maior cooperação internacional,” disse o Ministro da Justiça e Assuntos Internos da Austrália, Brendan O’Connor disse.

Fonte: ChinaDaily, em 22/06/2011

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