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Mensagens enviadas via WhatsApp provocam confusões entre paulistanos.

Conversas no aplicativo para celular do momento têm causado estragos no trabalho, na escola e nos relacionamentos

Por: Bárbara Öberg, Carolina Giovanelli e Silas Colombo
Revista Veja São Paulo em 20/06/2014

Lorena

“Vai na farmácia e toma uma pílula do dia seguinte.” Essa foi uma das mensagens trocadas por A.L. com a moça C.M., com quem tivera dias antes um encontro fugaz que resultou em gravidez. Alguns trechos da conversa nesse estilo curto e grosso que rolou em fevereiro de 2014 por meio do aplicativo WhatsApp foram aceitos pelo juiz André Salomon Tudisco, da 5ª Vara da Família de São Paulo, como indício de paternidade em um processo para comprovar a responsabilidade do rapaz em relação ao bebê. Durante o período de gestação, ele precisou desembolsar 1 000 reais mensais para a cobertura de despesas da mãe (ela deu à luz em 17 de outubro e deve realizar em breve o teste para confirmar se A.L. é mesmo o pai da criança).

Histórias como essa relacionadas a todo tipo de confusão envolvendo um dos mais populares programas de troca de mensagens por celular estão ficando cada vez mais comuns na cidade. A ferramenta que domina os aparelhos dos paulistanos facilita a vida de muita gente, mas anda causando também conflitos entre seus muitos usuários — no Brasil, contabilizam-se pelo menos 38 milhões de adeptos. A culpa não é da tecnologia, obviamente, mas da forma como vem sendo utilizada.

Nunca nos comunicamos tanto e, em meio a um descontrole de mensagens na rede, encontram-se desde assuntos relevantes até as mais dispensáveis abobrinhas. Ficam ali registrados casos cujas provas muita gente gostaria de apagar para evitar constrangimentos, como puladas de cerca nas relações amorosas, ofensas racistas, fotos pornográficas e recados inconvenientes, entre outras encrencas.
Especialista em direito digital, o escritório do advogado Renato Opice Blum, nos Jardins, atendeu a cerca de trinta casos que envolviam o aplicativo nos últimos dois anos. Dizem respeito, na maioria das vezes, a vazamento de imagens íntimas e informações corporativas sigilosas. “Os usuários sentem uma falsa segurança de que suas mensagens ficam restritas àquele espaço”, diz. Nos processos, os registros do bate-papo podem servir como provas. Mas ainda é difícil chegar a punições à altura dos delitos. Como se trata de um crime de ação privada, ou seja, o interesse na apuração e na condenação é da própria vítima, apenas um boletim de ocorrência não basta. O lesado deve contratar um advogado. Só assim o delegado começa a investigação.
Além disso, o crime contra a honra costuma ser convertido em penas leves, como realização de serviço comunitário. “As pessoas compartilham uma foto como brincadeira, mas não têm noção do alcance daquilo, de como podem causar grandes estragos e destruir reputações”, afirma José Mariano de Araujo Filho, delegado da divisão de tecnologia da informação e supervisor do laboratório de crimes eletrônicos da Polícia Civil.

Mães

De acordo com uma pesquisa da empresa de proteção a smartphones Pitzi, o WhatsApp é o principal meio de comunicação de 75% dos casais do país. Em meio a tantas conversas apaixonadas, o aplicativo se tornou via comum ainda para facilitar traições conjugais. Em uma piada que circula na internet, a namorada solicita ao parceiro que lute com um leão para provar seu amor. “Impossível, peça outra coisa”, responde o rapaz. “Quero, então, ver seu WhatsApp”, insiste a moça, que prontamente ouve a resposta: “Qual é o tamanho desse leão?”.
A anedota faz sentido para muita gente. Há dois meses, por exemplo, o fotógrafo L.C. foi dormir e deixou o aparelho de telefone na mão do filho para ele brincar. Um aviso do joguinho apareceu na tela e a criança recorreu à mãe para descobrir o significado. Ela aproveitou para dar uma olhada nas mensagens do marido e encontrou flertes e recados do naipe de “adorei te ver ontem” e “pena que sou casado”. Acabou aí a união de quase uma década. “Aprendi minha lição, estou arrependido”, garante L.C. “Se voltarmos a ficar juntos, sempre a deixarei ver meu celular.”
Há histórias com final bem mais dramático. Em dezembro, em Mogi das Cruzes, no interior do estado, um rapaz matou a companheira com golpes de facão após ler recados que revelavam uma infidelidade. No âmbito do trabalho, as tradicionais fofocas sobre chefes ou vazamentos de informações privadas da empresa, se descobertos, também podem acabar mal. No mês passado, um atendente da rede de telecomunicações NET assediou por meio de mensagens a jornalista Ana Prado, com quem tinha acabado de falar ao telefone para oferecer um pacote. No fim da conversa, após reclamações da moça, ele a desafiou: “Caso queira me processar (…), fique à vontade. Terei o prazer de ganhar a causa”. Depois de as cópias digitais do bate- papo terem sido divulgadas na internet, foi demitido.

Intimas
Criado em 2009, o WhatsApp, por ser gratuito, foi aos poucos substituindo os torpedos pagos. Comprado em fevereiro do ano passado pelo gigante Facebook por 16 bilhões de dólares, não para de crescer por aqui. Um levantamento da companhia Nielsen Ibope mostra que é o aplicativo mais utilizado no estado, com cerca de 14 milhões de adeptos. Atinge 81% dos paulistas com smartphone conectado. Além disso, 45% dos internautas móveis de São Paulo que assistem a vídeos pelo celular usam o programa para isso. Desde que habilitou a função de fazer ligações sem custo, a ferramenta provocou ainda mais mudanças no setor.
e acordo com uma análise da empresa de inteligência em telecomunicações Teleco, o tempo das chamadas de voz tradicionais, realizadas pelas operadoras móveis do país, caiu com a chegada desse recurso — passou da média mensal de 132 minutos, no último trimestre do ano passado, para 111 minutos, no primeiro trimestre deste ano. Já houve quem tentasse frear o desenvolvimento da rede. Em fevereiro, um juiz do Piauí determinou a suspensão temporária da ferramenta no Brasil, pois a empresa se recusou a dar informações para uma investigação relacionada a um caso de pedofilia. A decisão, porém, foi depois barrada por um desembargador.
Muito além de conflitos e confusões, o programa traz diversos benefícios aos usuários e ajuda a incrementar os negócios. A pizzaria Ártico, em Diadema, por exemplo, recebe pedidos de delivery pelo WhatsApp. Dez funcionários da loja de roupas femininas Adithiva, com três unidades na Grande São Paulo, divulgam as novas peças da marca pelo celular.

Thais

O advogado Sergio Angelotto Junior, com escritório no bairro da República, começou a usar a ferramenta no início do ano e aumentou em torno de 30% o número de clientes. Faz cerca de 150 consultas por mês no aplicativo. Para dar uma força nos estudos, a professora Rosana Giannoni, da Universidade Anhembi Morumbi, utiliza o programa para auxiliar trabalhos de conclusão de curso. Motivos para entrar na onda do WhatsApp há de sobra. Em assuntos mais delicados, no entanto, é fundamental pensar duas (ou três ou quatro) vezes antes de apertar a tecla enviar.
MÃES EM AÇÃO
Em Santos, no Litoral Sul, dezesseis mães mantêm um grupo no WhatsApp há mais de um ano para discutir questões relacionadas aos filhos, que são colegas de classe. No início do mês, elas notaram, alertadas por uma das integrantes, que os garotos, na faixa dos 13 anos, utilizavam o aplicativo de forma imprópria. “Foi um choque”, afirma a arquiteta Carla Felippi. “Agiam sem nenhum respeito pelos colegas.” Além de fotos pornográficas e comentários preconceituosos e machistas, elas descobriram que os jovens vinham se comunicando com um ex-funcionário da escola. Ele os abordava pela internet com mensagens sexuais. “Os meninos estavam levando tudo na brincadeira, sem perceber o perigo da situação”, diz a veterinária Flávia Vallejo. As mulheres fazem agora encontros semanais com os pré-adolescentes para orientá-los sobre o uso do programa e outras questões.

RACISMO NA ESCOLA

Lorena, de 12 anos, vai ao colégio sorrindo com seu cabelo black power. Não era assim até o mês passado, quando foi vítima de racismo por parte de colegas na escola estadual onde estuda, em São Bernardo do Campo, no ABC. Sua mãe, Camila dos Santos Reis, diz que a menina sofreu agressões por mensagens de voz em grupos no WhatsApp. Lolô, como é conhecida, chorou após ler ofensas do tipo “sua preta” e “cabelo de macarrão”. Na época, usava os fios trançados. Chegou a trocar de turma. A instituição tomou maiores providências depois da intervenção do Conselho Tutelar, do Departamento de Políticas Afirmativas de São Bernardo e da Secretaria de Educação. Os pais dos agressores foram chamados e medidas socioeducativas aplicadas. A garota ficou quinze dias sem conseguir frequentar as aulas. Nesse período, começou a ter acompanhamento psicológico e fez contato com coletivos de orgulho negro para que entendesse melhor suas origens. Ela continua na mesma escola, e, de acordo com Camila, o bullying continua. Hoje, a mãe ainda permite o uso do aplicativo, mas fiscaliza as mensagens. “A culpa não é dela”, diz. “Não seria justo privá-la disso e não ensiná-la a lidar de forma saudável com a rede.”

CANTADA DE PORTEIRO

Há dois meses, por volta das 2 horas da manhã, a estudante Thaís Regina Santos, de 18 anos, recebeu uma mensagem no WhatsApp de um homem desconhecido. Dizia: “Boa noite, princesa”. Os elogios continuaram. “Sou o cara que te admira quando passa na portaria.” Pensando ser um malentendido, a menina perguntou com quem estava falando. O rapaz, então, trocou a foto do perfil. A imagem mostrava um homem alto e forte, vestindo um uniforme, com o hall do prédio dela, no Belenzinho, como cenário. Tratava-se de um dos porteiros. “Foi desesperador”, lembra ela. “Corri para trancar as portas e me certificar de que minha irmã e minha mãe estavam bem.” Passou a noite em claro. No dia seguinte, o funcionário voltou a entrar em contato com a moradora, sem resposta: “Não gostou que eu tenho o seu número? Você está brava?”. Sentindo-se prisioneira na própria casa e inconformada com a situação, Thaís escreveu um e-mail sobre o ocorrido, com uma cópia digital da conversa em anexo, e o enviou para todos os moradores. Em pouco tempo, outros casos parecidos no condomínio apareceram e o profissional acabou sendo afastado do cargo. “Até hoje é aterrorizante pensar que ele sabe onde moro, meu número de telefone, quando chego da faculdade…”, lamenta Thaís.

FOTOS ÍNTIMAS NA REDE

Em maio de 2014, a estudante de engenharia civil Stephanie Serrano, de 22 anos, foi surpreendida ao descobrir que fotos de seu perfil no Facebook estavam sendo compartilhadas em grupos de WhatsApp de alunos da universidade que frequenta, no centro. Suas imagens foram enviadas (não se sabe por quem) junto com retratos íntimos de uma garota parecida com ela. “Quando me contaram, não dei muita bola, achei que iam saber que não era eu”, diz. Mas, no dia seguinte, o caso tinha tomado grandes proporções. Professores e amigos de outras cidades chegaram a receber os cliques. Rapazes ligavam perguntando se ela queria fazer “programa”. Durante uma entrevista de emprego, Stephanie foi questionada sobre a situação. “Ela ficou deprimida, terminou o namoro, não saía mais de casa e faltava em provas”, diz a mãe, a advogada Adriana Serrano. A família cogitou tirá-la do país. “Viramos reféns da situação”, afirma Stephanie. A mãe entrou com uma ação na Justiça a fim de conseguir a quebra de sigilo das informações do WhatsApp e, assim, encontrar o culpado do transtorno. O processo ainda não foi concluído.

SEM PAGAR MICO

Dicas de etiqueta para não enfrentar saias-justas no celular
1 – Nos grupos, aposte em conteúdos relevantes. Ninguém aguenta correntes, fotos em excesso e dez respostas a um “bom-dia” todas as manhãs.
2 – Para evitar desentendimentos, avise antes de sair de um grupo e diga que estará disponível para conversas privadas. Também é possível optar por silenciar as mensagens.
3 – Fique de olho no relógio ao contatar pessoas de fora de seu círculo de amizades. Atenha-se ao horário comercial.
4 – Tenha cuidado ao ouvir recados de voz em público. Você não sabe o que vem por aí.
5 – Não espere respostas imediatas, mesmo após saber que a mensagem foi lida. Cobrar um retorno também pega mal.
6 – Pense muito bem antes de enviar qualquer conteúdo particular. Ele pode ser compartilhado rapidamente, sem que você saiba.
Fonte: Ligia Marques, consultora em etiqueta

Administrador do “Silk Road”, site de venda de drogas e armas da “Deep Web”, é preso nos Estados Unidos.

O Fim do "Silk Road"?

O Fim do “Silk Road”?

Autoridades norte americanas prenderam um homem em San Francisco, Califórnia sob a acusação de ser o operador de um dos mais famosos sites da denominada “Deep Web” e que permitiria a seus usuários comprar armas e drogas do mundo todo usando uma moeda criptografada, denominada “Bit Coin”, a qual garantiria o anonimato dos mesmos.
Ross William Ulbricht, também conhecido como “Infame Pirata Roberts”, foi preso pelo FBI na terça-feira por seu suposto envolvimento com o site da “Deep Web” denominado “Silk Road”, um mercado online de drogas e armas, de acordo com documentos judiciais, publicados nesta semana.
Uma denúncia velada de 27 de Setembro teria sido formalizada pelo pesquisador de segurança Brian Krebs na qual Ulbricht é acusado de tráfico de drogas,  conspiração, lavagem de dinheiro e muito mais.
Segundo Promotores norte americanos, Ulbricht teria auxiliado no tráfico de substâncias controladas desde 2011 até a semana passada.
As Autoridades dos Estados Unidos dizem que os narcóticos movimentados através do site “Silk Road” incluiria um quilograma de heroína, 5 kg de cocaína, 10 gramas de LSD e 500 gramas de metanfetamina.
Além disso, os promotores afirmam que Ulbricht teria solicitado em março deste ano que um usuário do “Silk Road” praticasse um assassinato de aluguel. O candidato a vítima, de acordo com o FBI, seria um outro usuário do site, que teria ameaçado liberar a identidade de milhares de usuários do “Silk Road”.
Ao permitir a usuários realizar negócios através de software de anonimato, utilizando a moeda digital criptografada “Bitcoin”, o “Silk Road” funcionaria desde 2011 como um centro online para atividades ilegais.
Antes de ser encerrado, os clientes do “Silk Road” que tivessem conhecimento suficiente para navegar pelo site, podiam acessar uma infinidade de produtos para aquisição através de “Bitcoin”, tais como armas de fogo ilegais, drogas ou, supostamente, assassinatos.

Fraude contra Televisão por Assinatura

Cerca de 10% dos cerca de 17 milhões de assinantes da TV paga no Brasil em todas as modalidades utilizam artifícios fraudulentos como o denominado “cardsharing”com o objetivo de ter acesso a mais canais do que paga em seu pacote com a operadora. Em outras palavras: o assinante compra na rua ou na internet um receptor que consegue burlar a proteção no sinal que ele recebe em sua casa por intermédio do compartilhamento das chaves criptográficas pela internet. Fato é que a pirataria tem crescido de maneira praticamente equivalente em todos os países latinos e até mesmo nos Estados Unidos. Na reportagem apresentada pelo Jornal da Gazeta no dia 06 de Agosto de 2013, você pode acompanhar nossa entrevista trazendo comentários sobre a pirataria dos sinais de televisão por assinatura.

87 decodificadores de TV ilegais são apreendidos pela Polícia em feira popular de Brasília.

Ação Antipirataria em Brasília

A Polícia Civil do Distrito Federal apreendeu na terça-feira, dia 04, 87  (oitenta e sete) aparelhos decodificadores de sinal para TV por assinatura, utilizados para fraudar o acesso a programação de fornecida por empresas de televisão por assinatura (Cardsharing).
Os receptores, produto de contrabando, eram vendidos em bancas da Feira dos Importados, no SIA, Distrito Federal.

Ação Antipirataria em Brasília
Ação Antipirataria em Brasília

Durante a operação, quatro pessoas foram autuadas em flagrante, mas pagaram fiança e foram posteriormente liberados.
A ação é fruto de uma das várias ações promovidas pela Alianza Contra la Piratería de Televisión Paga (Aliança Contra a Pirataria da Televisão Paga), cuja missão é combater uma forma de pirataria conhecida na indústria de televisão por assinatura por “Cardsharing”, tendo a ação de campo realizada pela Delegacia de Combate aos Crimes de Propriedade Imaterial (DCPIM) da Polícia Civil de Brasília.
Desde 2010, mais de 50 marcas de decodificadores destinados à pirataria dos sinais de televisão por assinatura apareceram no mercado latino-americano.
Esta modalidade de pirataria é comandada por fabricantes internacionais dos decodificadores e pelas redes organizadas de distribuição e apoio ao uso dos aparelhos para propósitos não autorizados.

Ação Antipirataria em Brasília
Ação Antipirataria em Brasília

Entre os atuais apoiadores da Alianza estão DirecTV PanAmericana, Sky Brasil, Telefonica, VTR e Claro Peru, Claro Ecuador, Claro Colombia, Claro Chile, Discovery, ESPN, Canais Latino Americanos da Fox International, Globosat, Grupo Latino Americano da HBO, Telecine, Televisa, Turner Broadcasting System Latin America, Win Sports, ABTA, Media Networks Latin America e Nagra.
Os aparelhos decodificam recebem pela internet ou por um outro satélite as chaves criptográficas utilizadas para codificação dos sinais transmitidos pelas operadoras de televisão por assinatura e e permitem que seu utilizador possa assistir aos canais fechados, permitindo acesso total a programação dos canais de televisão.
Nesta operação a Polícia também autuou seis bancas instaladas na feira.
Segundo o Delegado Luiz Henrique Sampaio, que coordenou toda a operação, os aparelhos vendidos eram todos contrabandeados e seus vendedores forneciam inclusive à pessoa responsável pela instalação do produto.
Segundo a Polícia, o preço do aparelho variava entre R$300,00 a R$700,00, sendo que o valor da instalação custava em torno de R$120,00.
Todos os aparelhos apreendidos foram contrabandeados da China, Coreia e Paraguai, sendo que os autuados deverão responder por contrabando e crime contra o consumidor, ficando sujeitos a penas que variam de 1 a 6 anos de prisão.

Ação Antipirataria em Brasília

Microsoft reconhece Código postado no site “Pastebin” que identifica endereços IP no Skype como uma possível falha de segurança.

Falha no SkypeUm Código postado no site “Pastebin” que apontaria o último endereço IP de usuários, está sendo verificado pelo Skype como uma possível falha de segurança.
Um software, postado no “Pastebin”, trabalharia com uma versão corrigida do Skype 5.5 e envolve a adição de algumas poucas chaves de registro que permitem que o atacante possa verificar o endereço IP de usuários online no momento, sem ser necessário chamá-los.
A partir dai, serviços como o “Whois”, podem dar outros detalhes sobre a cidade, país, provedor de Internet e/ou blocos de endereço IP do alvo.
Nick Furneaux, MD de pesquisadores de segurança do “CSITech” apontou ter testado a aplicação e confirmado que ela faz “na lata” o que afirma fazer, assegurando ter sido capaz de obter o endereço IP interno e externo de um amigo nos Estados Unidos a poucos quilômetros de sua casa, de um amigo na Ásia e o seu próprio.
Nick salientou também que, de forma preocupante, o IP interno combinado com o endereço de internet fornece a base para uma sondagem direta e, em seguida, a possibilidade de qualquer indivíduo efetuar um ataque contra alguém constante da agenda endereços global do Skype.
O pesquisador mencionou também que um site teria sido criado para fornecer uma maneira mais fácil de explorar o rastreamento de IP, mas que o mesmo ainda não havia sido verificado quanto à malware.
Fato é que estranhamento o mencionado site, anteriormente disponível em “http://skype-ip-finder.tk”, encontra-se atualmente indisponível para acesso, havendo inclusive um aviso de que o domínio teria sido suspenso.
Antes que alguém fique em pânico, não está claro se o problema afeta a atual empresa proprietária do Skype ou apenas a eventual obfuscação da compilação, muito embora alterações que possam ser levadas a cabo no código fonte do Skype pela Microsoft, tendo em vista a grande quantidade de integrações que a empresa está planejando no seu código base, são sem dúvida uma esperança até mesmo tardia para a resolução do problema apresentado.
De qualquer forma, basta que os usuários fechem o programa quando não o estiverem usando para que possam minimizar eventuais ameaças.
Segundo informou Adrian Asher, Diretor de segurança de produto da Skype, num comunicado distribuído por e-mail, estariam sendo investigados relatos de uma nova ferramenta que poderia capturar o último endereço IP conhecido de um usuário do Skype, salientando que este seria um problema enfrentado por todas as empresas que desenvolvem software “peer-to-peer”, motivo pelo qual medidas estariam sendo tomadas para ajudar e proteger clientes.

Fonte: Iain Thomson para o “The Register”.