Combate à fraude foi tema do 9º Encontro com Autoridades de Registro.

A segurança no processo de emissão dos certificados digitais e a redução dos riscos  de fraudes foram os principais temas do 9º Encontro com Autoridades de Registro, promovido pela Autoridade Certificadora Imprensa Oficial, no dia 22 de março, no auditório da Imprensa.

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Na abertura do evento, o diretor de Gestão de Negócios, Eduardo Yoshio Yokoyama lembrou que a certificação digital é um dos carros chefes da Imprensa Oficial:
“Estamos trabalhando para que, cada vez mais, sejamos reconhecidos pela excelência nessa área, não só no governo mas em todo o Estado”, afirmou.

Eduardo

O gerente de Produtos de Tecnologia, João Paulo Foini falou sobre a Resolução do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação ITI, que determina a obrigatoriedade da utilização de sistema biométrico para a emissão de certificados digitais, a partir de novembro deste ano. “Há alguns anos estão sendo tomadas medidas de combate às fraudes. Esta é a mais recente iniciativa”, explicou.

João Paulo

 

Responsabilidade de todos

Convidado para contribuir com a discussão do tema, o Delegado de Polícia da Divisão de Tecnologia da Informação e Supervisor do Laboratório de Crimes Eletrônicos da Polícia Civil, José Mariano de Araujo Filho, abordou alguns aspectos relacionados às investigações de fraudes. Para ele, três elementos são decisivos na ocorrência deste crime: a oportunidade, a racionalização e a pressão. “O fraudador estuda o ambiente e aguarda a melhor oportunidade para agir. E ele vai utilizar todos os expedientes que estiver ao seu alcance”.
“Às vezes a forma como as pessoas se comportam pode sugerir que elas estão cometendo uma fraude. Estes sinais são conhecidos como Red Flags ou bandeiras vermelhas”, explicou. Segundo ele, muitas vezes deixamos de prestar atenção em
pequenos detalhes que podem ser vitais para a ocorrência de uma fraude, como alterações de documentos, nomes e endereços incomuns. “O fraudador está preocupado com aspectos maiores para realizar o delito. E é justamente nos detalhes que podemos identificar a tentativa de fraude”.

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Não devemos criar um clima de terror, salientou o delegado, mas a constante checagem e rechecagem das informações no dia a dia é de fundamental importância. “Aquela letra trocada que você julgou ser apenas um erro de digitação pode ser justamente o indício de uma documentação fraudulenta”.

Embasamento técnico

Na etapa final do encontro, o supervisor da certificação digital Saulo Marques, apresentou os requisitos técnicos e operacionais de emissão de certificados digitais com a adoção da coleta biométrica. “Nossa responsabilidade é grande. Respondemos ao ITI e se deixarmos de atender algum requisito podemos ser penalizados”, alertou. Para trazer informações sobre sistemas de coleta biométrica e detalhes sobre os equipamentos necessários
participaram do encontro os representantes da empresa Griaule, Guilherme Buzo, Rafael Moraes e Thiago Ribeiro.
João Paulo Foini destacou o trabalho realizado pela Autoridade Certificadora e o compromisso da Imprensa Oficial com o assunto com a criação do Comitê de Fraudes de Certificação Digital em que participam, além dele: o chefe de gabinete, Carlos Sodré; o gerente de Infraestrutura, Alexandre Gitti; a Assessora Jurídica, Cinthia Delgado Coelho Ramos; e o auditor, Claudio Caminski.

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