Criminosos usam as redes sociais como base para sua atuação.

Perigo nas redes sociais

A internet certamente foi um dos fatores propagadores de tecnologia que mais influenciou as pessoas no último século, mudando comportamentos e incorporando novos hábitos a nossa rotina diária.
Muitos não conseguem dar um único passo sem que façam uma “postagem” no “Twitter” para anunciar ao mundo e a seus seguidores quais as suas intenções para aquele dia.
Outros chegam a entrar em verdadeira situação de colapso, caso não consiga atualizar sua caixa postal num curto período de tempo.
Absolutamente relevante notar que, algumas pessoas, acabam por ver a internet como a melhor solução para seus problemas de relacionamento e acabam investindo pesado em encontrar seus “parceiros” nas inúmeras salas de bate papo e sítios de relacionamento abundantemente existentes na grande rede mundial.
Existem diversos serviços sérios que tem como principal objetivo o bem estar e a comodidade das pessoas que o acessam, mas existem milhares e milhares de armadilhas virtuais, cujo único objetivo e explorar a credibilidade das pessoas e proporcionar a seus criadores ganhos fáceis e ilícitos.
Recentemente, tivemos oportunidade de apresentar artigo, intitulado “O perigo nas Redes de Relacionamento Social.”, alertando as pessoas a respeito das armadilhas que podem representar as redes de relacionamento social.
Mas a situação pode ir muito além do que realmente aparenta e representar uma séria ameaça a segurança da população.
Há algum tempo atrás, a internet havia se transformado num local propício para que pedófilos e pervertidos sexuais pudessem se identificar a trocar seu material criminoso.
Por força da reprovação popular, o que reverteu na iniciativa de nossos parlamentares no sentido de criarem leis mais severas, a incidência deste tipo de conduta tem diminuído, muito embora periodicamente ainda sejam noticiados casos de pedofilia aqui ou acolá.
Porém, sítios de relacionamento pessoal tem se tornado um ponto de encontro entre criminosos para que possam trocar suas experiências e principalmente divulgar informações que podem prejudicar milhares de pessoas.
Um exemplo claro da falta de controle que predomina na internet com relação a atividades criminosas está num conhecido sítio de relacionamento pessoal, anteriormente alvo de muitas críticas na “C.P.I. da Pedofilia” do Senado Federal.
Criminosos estão utilizando este sítio de relacionamento pessoal para trocar informações de cartões de crédito e de seus usuários e para ampliar as suas atividades escusas.
Basta uma pesquisa simples na ferramenta de busca disponibilizada pelo próprio sítio de relacionamento para que se possa aferir a veracidade desta informação.
Pesquisando-se por termos relacionados a cartões de crédito, pode-se chegar a inúmeras comunidades, dentre as quais destacamos: 

a)”$ CC Viro $ [ VISA-MASTER-HIPER-AMEX ]”
(http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=17953808254014880810)

b)”• Banking ○ Cardding ○ All •”
(http://www.orkut.com.br/Main#Community?rl=cpp&cmm=47567032)

c)”CC Viro R$ Dinheiro”
(http://www.orkut.com.br/Main#Community?rl=cpp&cmm=95393532)

d)”Carding Seller”
(http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=13635024955072096319).

Ou seja, comunidades mantidas por criminosos cujo único propósito é a troca de informações e a divulgação de informações que podem prejudicar uma grande quantidade de internautas.
Apenas como ilustração, veja abaixo que tipo de “troca de informações” ocorre numa destas comunidades:

Troca de Informações por criminosos

O perigo está ao seu lado...

No caso vertente, foi possível observar-se os diálogos transcritos pelo fato de que o dono da comunidade nem se preocupou em impedir ao acesso ao mesmo, facultando-o apenas para seus participantes, o que não ocorre nas incontáveis comunidades existentes neste sítio de relacionamento social.
Certamente ninguém da população em perfeito estado mental andaria por lugares ermos e perigosos, pois isto representaria uma séria ameaça a sua própria integridade física ou risco de danos ao seu patrimônio.
Mas o que dizer de milhões de usuários que trafegam diariamente por sítios de relacionamento pessoal como o acima mencionado e que estão expostos a todo sorte de perigos, seja por sua inexperiência em questões técnicas, seja pela sua credulidade?
Perigos como estes são uma realidade e representam uma ameaça a toda a sociedade em que vivemos, não sendo mais conveniente nos omitirmos.
Quantas vítimas serão necessárias para que o nosso país possa ter ao menos uma legislação adequada para questões relacionadas a crimes praticados por meios eletrônicos?
Quanto tempo mais empresas vão enxergar internautas como mera fonte de rendimento e não oferecer uma contrapartida mínima que é a segurança em seus próprios serviços?
O mais inaceitável é que, a empresa responsável pelo sítio de relacionamento pessoal do exemplo acima, além de não adotar qualquer providência para a segurança de seus próprios usuários, ainda se nega a excluir este tipo de conteúdo criminoso quando instada por órgãos policiais, sob a pífia alegação de que seu conteúdo, segundo seus próprios critérios, não ofende “seus” termos para a utilização de serviços por seus usuários.
Cabe a população se insurgir contra este tipo de situação, repudiando empresas que prestam serviços que em última instância acabam sendo uma porta aberta para a atuação de criminosos.

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