Criptografia de telefones via satélite é quebrada e pode comprometer seu uso seguro.

Inmarsat I4 Satellite

Inmarsat I4 Satellite

Pesquisadores de uma universidade em Bochum, na Alemanha afirmam ter quebrado algoritmos de criptografia do “European Telecommunications Standards Institute” (ETSI), que são usadas para proteger certas comunicações de telefones por satélite civis.
A “Ruhr University Bochum’s” (RUB) do “Horst Görtz Institute for IT-security”, informou em comunicado detalhas de como seus pesquisadores teriam conseguido quebrar algoritmos de criptografia conhecidos como 1-A5-GMR e A5-GMR-2, usados para proteger as comunicações civis entre telefones móveis e satélites com base nos padrões GMR-1 e GMR-2 de telefonia por satélite.
Os pesquisadores explicaram que, em algumas regiões do mundo padrões de comunicação de telefone celular ainda não estão disponíveis, portanto, em zonas de guerra, em países em desenvolvimento e em alto mar, telefones via satélite são amplamente utilizados.
O grupo de cientistas da “RUB” disse que simplesmente usou o próprio equipamento telefônico disponível e encontrou a chave de criptografia, conseguindo quebrá-la facilmente através da análise do software em execução nos “satphones”, neste caso, o “Thuraya SO-2510” e o “Inmarsat PRO IsatPhone”.
Os pesquisadores afirmaram ter efetuado uma análise matemática e descoberto deficiências graves que teriam documentado, sendo que dentre os envolvidos nas pesquisas estão Benedikt Driessen, Ralf Hund, Carsten Willems, Christof Paar e Thorsten Holz.
De acordo com anúncio da universidade sobre suas pesquisas, eles usaram software “open-source”, uma antena especial e um PC como parte da investigação para capturar e demodular dados de fala, e, em seguida, processar os dados capturados através de uma implementação de um ataque que tinham concebido para quebrar a criptografia.
Os pesquisadores destacaram porem que em termos de ataques no mundo real, há limites para seus experimentos, muito embora afirmem poder descriptografar comunicações protegido de acordo com o padrão GMR-1, muito embora ainda houvesse algumas barreiras que impediam a divulgação completa de uma conversa de voz.
Baseado em uma experiência com a rede “Thuraya”, que faz uso da GMR-1, os pesquisadores dizem que não foram capazes de reproduzir a conversa de voz em seu próprio “downlink” porque o codec de voz para GMR-1 é desconhecido, o que implicava em não ser possível reproduzir a conversa.
Os pesquisadores disseram ter informado as autoridades com antecedência sobre a divulgação de suas pesquisas
Os pesquisadores ainda destacaram que seus resultados comprovam que o uso de telefones por satélite em determinadas localidades corre perigo porque os algoritmos de criptografia atuais não são suficientes, apontando não haver alternativa para os padrões atuais.


Fonte: Ellen Messmer, editora sênior da Network World.

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