Inglaterra propõe banimento das redes sociais para cybercriminosos e fraudadores na internet.

Punição para cybercriminososFraudadores e hackers na Inglaterra podem tomar uma pancada em breve com a proibição de acesso a mídia social que o governo britânico pretende incentivar os juízes a adotar como punição para crimes praticados na internet.
Um sistema denominada “The online tagging” é uma das várias recomendações anunciadas hoje com a divulgação do “Cyber Security Strategy – 2011” pela Grã-Bretanha.
As recomendações são destinadas a proteger a Grã-Bretanha e seus negócios na web contra os efeitos dos crimes cibernéticos, apresentando ainda um planejamento de obter “espiões” destinados a alertar os consumidores do Reino Unido para a necessidade de atualizar seu software antivírus no Facebook, além de focar a necessidade de dar treinamento de TI para a polícia, dentre outras medidas propostas.
Delineando as oportunidades e também os perigos da internet, especialmente para o comércio eletrônico do Reino Unido, o relatório defende um programa de educação e formação para tornar as pessoas mais seguras na internet.
Criminosos ingleses que cometerem cybercrimes estarão mais propensos a receberem sentenças que venham a lhes impor restrições, bem como criminosos condenados que estejam fora da prisão podem ser monitorados ao usarem computadores.
Além disso, fraudadores da Internet poderão ser impedidos de vender coisas pela internet, segundo sugere as recomendações expostas no documento que divulgou a “Cyber Security Strategy – 2011”.
Pessoas condenadas por crimes sexuais, assédio ou comportamento antissocial podem ter seu acesso à internet restringido a fim de proteger o público.
A ideia proposta deverá funcionar como um cyber-versão das “marcas” que os criminosos ingleses recebem no mundo físico, esclarecendo que estas “marcas” poderiam ser acionadas sempre que um infrator violasse as condições que lhe foram impostas quanto ao uso da internet, informando automaticamente a polícia ou o serviço de reinserção social o que seria muito importante por permitir atingir um grupo maior de infratores.
O documento divulgado sugere que novas rotinas de “cyber higiene” poderiam prevenir 80% dos crimes virtuais atuais que afetam os negócios e o público em geral.
A ideia principal é educar os ingleses para que até 2015 as pessoas consigam desconfiar de anexos de e-mail ou links suspeitos enviados por alguém desconhecido.
O governo britânico quer que as pessoas saibam que precisam estar sempre atualizando seus sistemas operacionais e software de vírus.
Especialistas em inteligência do Reino Unido e do serviço de espionagem inglês, além de empresas privadas, tais como Microsoft e HSBC, vão colaborar nesta campanha, que então eles esperam venha a se espalhar para o público em geral por meio do Facebook.
O documento apresentado afirma que a mídia social é uma das melhores maneiras de alertar as pessoas sobre “scams”, fraudes ou outras ameaças vindas da internet, destacando que os consumidores deverão ser ensinados a responder às ameaças cibernéticas como algo rotineiro.
Por fim, o documento destaca que a Polícia fará parte da estratégia a ser adotada e também deverá familiarizar-se com este novo mundo da tecnologia, devendo ter seus agentes treinados.
Um corpo interdepartamental – a “National Crime Agency” (NCA), deverá reunir especialistas em cybercrime alçados de outros departamentos governamentais, conforme venha a ser necessário.
O governo inglês planeja criar um Centro público-privado de cibersegurança aproveitando o conhecimento de seus especialistas em inteligência e funcionários de seu serviço de espionagem, beneficiando assim toda a economia britânica.
No geral, o governo inglês quer aumentar o número de pessoas ligadas a área de segurança de T.I., ou o “quadro de profissionais de segurança cibernética”, como gosta de chamá-los, visando produzir um novo plano de certificação para credenciar o setor e manter a padronização.
O Ministro de Cyber Segurança da Inglaterra, Francis Maude, e o Primeiro-Ministro Inglês, David Cameron, afirmaram que estavam comprometidos com a liberdade na internet e agradeceram pelo “boom” que ela havia trazido para as empresas britânicas.
O Ministro Maude afirmou que o crescimento da internet na Inglaterra revolucionou as vidas diárias dos ingleses e prometeu incontáveis oportunidades econômicas e sociais para os próximos anos, destacando que esta estratégia definiria a forma como os ingleses perceberiam os benefícios de um mundo em rede através da construção de uma forma mais confiável e resistente de ambiente digital, a fim de proteger o público de fraudes on-line e garantir a segurança da infraestrutura crítica do país contra ataques cibernéticos.

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