Mais usuários do Facebook estão escondendo seus amigos para se protegerem.

Facebook Privacy

Usuários do Facebook não somente estão adotando medidas muito mais dramáticas para se protegerem e não revelarem quem são, como também para protegerem a informação de quem são seus amigos.
O número de usuários do Facebook que torna pública a sua lista de amigos na atualidade é significativamente menor do que em comparação há alguns anos atrás.
Esta tendência é impulsionada pela crescente atenção que o Facebook recebeu desde 2010 com relação as suas políticas de privacidade, além de uma maior conscientização por parte de seus usuários para o fato de que terceiros podem aprender muito sobre alguém através das pessoas a quem ele ou ela estiver ligado por intermédio de uma rede social, tudo conforme apuraram pesquisadores do Instituto Politécnico da Universidade de New York.
Embora o estudo tenha se concentrado unicamente no Facebook, especificamente nos usuários do Facebook de New York, os resultados apontam para a probabilidade de uma tendência crescente entre usuários cada vez mais preocupados sobre como as empresas recolhem e usam seus dados pessoais.
O Google, por exemplo, tem recebido muita atenção ultimamente por suas mudanças nas políticas de privacidade, assim como pela recente revelação de que está forçando o uso de “cookies” nos usuários do Safari.
Para o estudo, uma equipe de investigação analisou páginas de perfis públicos de 1,4 milhões de usuários do Facebook na cidade de Nova York em março de 2010 e junho de 2011, procurando determinar as alterações mais visíveis que os usuários teriam realizado em suas páginas públicas.
A mudança mais significativa apontou que em março de 2010, apenas 82,7 por cento dos usuários tinham suas listas de amigos visíveis ao público, sendo que em junho, o número diminuiu para 47,4 por cento.
O mais impressionante é que os usuários tomaram esta decisão de esconder a sua lista de amigos de forma consciente durante esse período de tempo.
Durante os rastreamentos realizados entre Março de 2010 e junho de 2011, as listas de amigos dos usuários eram, por padrão, públicas para todos os usuários do Facebook.
Os investigadores atribuem esta mudança a uma consciência crescente dos riscos associados com a partilha de informações pessoais “on-line”, bem como por questões de privacidade específicas do Facebook.
Essa consciência crescente resultou, pelo menos em parte, numa maior cobertura por parte da mídia das práticas de privacidade que o Facebook já tinha recebido.
Os pesquisadores descobriram que o número de reportagens, que incluiu os termos “Facebook” e “privacidade” aumentaram 4,5 vezes entre janeiro de 2009 e setembro de 2011.
Os resultados não levam em consideração a atenção recebida pelo Facebook em maio de 2010 com relação a sua decisão de fazer com que os perfis dos usuários fossem públicos por padrão.
O Facebook posteriormente redesenhou sua interface de configurações de privacidade para torná-la mais fácil para que os usuários alterassem suas configurações padrão, podendo inclusive ocultar suas listas de amigos.
O que não é totalmente claro é se os usuários realmente se conscientizaram de quanta informação terceiros poderiam obter para aprender ou inferir com eles, através do uso de suas conexões no Facebook e em outras redes sociais.
Estudos recentes descobriram que a manipulação de informação sobre um usuário poderia incluir o sexo, idade, orientação sexual, religião, orientação política e assim por diante.
Mesmo que um usuário esconda sua lista de amigos, ele ou ela ainda dependerá que seu ou seus amigos façam o mesmo.
Através de rastreamento inteligente, um terceiro pode determinar quem são os prováveis amigos com quem uma pessoa se relacione numa rede social.
Quanto mais os usuários optarem por esconder suas listas de amigos em suas páginas de perfil público, mais eles se tornam cada vez mais difíceis de serem rastreados, tanto para o bem como para o mal, impedindo assim que terceiros possam usar o Facebook visando construir um gráfico social, a fim de inferir informações ocultas sobre usuários, conforme concluiu o estudo em questão.
A conclusão é que os dias de fluxo livre de valiosos dados de usuários, espalhado aos quatro ventos por sites e serviços como Facebook, Google+, Twitter e Foursquare podem secar lentamente, na medida em que seus usuários vigiam cada vez mais a sua privacidade e a de seus pares.
Isso certamente não vai impedir que organizações e indivíduos, bem-intencionados ou não, procurem maneiras de aprender o máximo que puderem sobre futuros clientes ou vítimas.

Fonte: Ted Samson para o “InfoWorld”.

Deixe uma resposta