Não é preciso ser um especialista para praticar cybercrimes!

Cybercriminoso

Entender o que leva indivíduos a cometerem crimes cibernéticos, ao invés de se focar na tecnologia que os mesmos empregam, tornou-se um fato essencial nas investigações, de acordo com a polícia de Queensland.
Ao expor num Congresso Mundial de Computadores, o superintendente da unidade de crimes “online” da Polícia de Queensland, Brian Hay, disse que entender por que pessoas praticam crimes eletrônicos é mais importante do que surpreende-los usando inadequadamente tecnologia.
“O malware está em ascensão, e nós precisamos nos perguntar se não estamos nos concentrando muito mais na tecnologia empregado no crime cibernético, do que nos padrões comportamentais por trás dele”, disse Hay. “Há um conjunto de habilidades associadas com o crime cibernético, que cria grupos criminosos maiores e arrebanha mais pessoas.”
Hay disse que as comunidades online, particularmente pelo uso de fóruns e ferramentas de mídia social como o Twitter, estam ajudando a alimentar o alcance do crime cibernético.
“O que me espanta é o número e a variedade de fóruns e quantidade de informação que está lá fora”, disse ele. “Criminosos estão nos superando com sua capacidade de operar e sua capacidade de obter novos conhecimentos. Espero que eles não tornem complicada a aplicação da lei para a proteção das pessoas, tornando-os alvos.
“Há fóruns lá fora, que ensinam como cometer roubo de identidade, além do que, os próprios criminosos têm suas páginas pessoais. Você tem que perguntar, a maior ameaça é a sua técnica especializada, ou eles são apenas especialistas em redes sociais?”
Hay disse que analisando um grande número de casos de crimes cibernéticos, percebeu que os infratores, geralmente, não se enquadrem no perfil de hackers com grande conhecimento técnico.
“Você não tem que ser tecnicamente capacitado para ser um criminoso cibernético”, disse ele. “Nós pegamos um cara que tentou usar o “eBay” para vender 3.000 cartões de crédito que foram furtados. Ele era um ninguém, que simplesmente obteve os mesmos na internet -. Nós não estamos lidando com gênios do crime”.

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