Novidade: Tudo o que você achava que sabia sobre cibercrimes está ERRADO!

CibercriminosoSuposições sobre os cibercriminosos estão todas erradas, de acordo com um estudo europeu que defende a ideia de que muitos fraudadores são de meia idade e possuem apenas rudimentares habilidades de TI, muito diferentemente do que pregam os filmes hollywoodianos que os retratam como adolescentes geniais.
Segundo uma pesquisa, liderada pelo criminalista Dr. Michael McGuire do “The John Grieve Centre for Policing and Security at London Metropolitan University”, 80 por cento da criminalidade cibernética pode ser atribuída a criminosos comuns.
Fugindo dos estereótipos do cinema, o cibercrime está longe de ser prerrogativa técnica de jovens com alto conhecimento técnico, pois quase metade (43 por cento) dos cibercriminosos tem mais de 35 anos de idade e menos de um terço (29 por cento) tem menos de 25 anos.
A maioria dos cibercriminosos (11 por cento) tem mais de 50 anos, em contrapartida a jovens com idades compreendidas entre 14 e 18 anos, os quais constituem apenas oito por cento dos e-Criminosos, de acordo com o médico e sua equipe.
O estudo, patrocinado pela “BAE Detica”, foi anunciado como a primeira análise abrangente sobre a natureza das organizações criminosas envolvidas no crime eletrônico.
O documento pode ajudar forças policiais a combater fraude bancária e outros golpes de forma mais eficaz, desafiando pressupostos existentes sobre as características demográficas dos cibercriminosos.
É muito grande a disponibilidade de “crimeware” praticamente pronto, o qual pode facilmente ser distribuído ou adquirido, sendo inúmeros os vírus criados que permitem a execução de botnets de computadores sequestrados sem a necessidade de qualquer tipo de habilidade técnica em particular.
Um “Cyber bandido” é agora tão susceptível de pertencer a gangues de rua, quadrilhas de traficantes de drogas ou quadrilhas de criminosos comuns quanto de ser um criminoso tradicionalmente associado com o crime digital, tal como fraudadores de identidade ou grupos de hackers.
A “desqualificação” do cibercrime tem permitido que muitos “scams offline” tradicionais pudessem ser aplicados “on line”.
Por exemplo, a lavagem de dinheiro tradicional foi ampliada da criação de redes de dinheiro em nome de laranjas para fundos coletores de recursos de contas web comprometidas, além do controle dos mercados de drogas ter sido aplicado para a venda de medicamentos sem licença.
Mas quantos criminosos fazem parte das quadrilhas?
Metade dos grupos envolvidos no cibercrime é composto de seis indivíduos ou mais, muito embora um quarto destes grupos seja composto por 11 ou mais criminosos.
No entanto, há pouca ou nenhuma correlação entre tamanho do grupo, seu impacto e a reiteração de suas atividades.
Um pequeno grupo de cibercriminosos pode causar um enorme prejuízo financeiro contra instituições que atacarem.
Segundo concluiu o estudo do crime organizado na era digital, muitas equipes de cibercriminosos vêm operando por meses ao invés de anos, sendo que um quarto (25 por cento) dos grupos ativos estaria operando há menos de seis meses.
O relatório revela que certos grupos apresentam atividade criminosa muito mais organizada ou estruturada do que outros, num espectro que se estende desde multidões descentralizadas até hierarquias altamente organizadas.
Em alguns casos grupos criminosos tradicionais começaram a mover suas atividades “off-line” para o ciberespaço, da mesma maneira de grupos extremistas que recrutam membros “on-line” e de manifestantes que coordenam tumultos utilizando ferramentas da web.
Segundo comentou o Professor John Grieve, fundador do centro de policiamento, para resolver o problema do crime digital e intervir com sucesso, é preciso afastar-se dos modelos tradicionais e abraçar esta nova informação sobre como as organizações criminosas operam num contexto digital.
A pesquisa encontrou evidências de muitos casos em que houve sucesso real no encerramento digital de operações criminosas.
O crescimento da economia digital irá inevitavelmente causar um aumento no crime digital organizado, no entanto, este não precisa ser visto como um problema insuperável.
Pelo contrário, é um problema previsível que, através de uma melhor compreensão dos autores e de seus métodos de trabalho, pode ser enfrentado adequadamente.
A equipe de pesquisadores que conduziu o estudo combinou a busca manual de informações com ferramentas de pesquisa avançada, tais como o “Analyzer NetReveal Detica”, uma ferramenta destinada a transformação de grandes quantidades de dados estruturados e não estruturados em inteligência.
Outra etapa da pesquisa envolveu a revisão de evidências composta por mais de 7.000 fontes documentais, incluindo documentação pública e privada, a fim de analisar tecnologias, atividades, características dos grupos e criminosos envolvidos no cibercrime.
Em seguida, a equipe realizou uma análise demográfica dos padrões iniciais encontrados nessas fontes e comparou os resultados com evidências coletadas a partir de entrevistas com profissionais especializados.
Finalmente, uma análise de rede dos padrões de organização e atividades, que emergiram nas fases anteriores do processo de pesquisa, foi realizada para se chegar as conclusões finais do estudo e estabelecer os padrões organizacionais.
No Brasil as conclusões apontadas por esta pesquisa indicam situação muito semelhante, uma vez que a grande maioria dos grupos criminosos envolvido com cibercrimes são compostos por indivíduos com pouco conhecimento técnico e que se aproveitam de soluções criminosas desenvolvidas por terceiros.

Fonte: BAE Systems Detica.

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