Operação conjunta entre o DEIC de São Paulo e a Polícia Civil e o Ministério Público de Joinville resulta em prisão de fraudador de sinal de televisão por satélite

Card Sharing

O técnico de eletrônica Valdevino Amaral foi preso em flagrante na manhã desta quarta-feira (23 de junho), em Joinville, por manter uma central clandestina de “Card Sharing” para liberação dos sinais transmitidos por satélite da programação de televisão por assinatura (D.T.H.) da empresa Sky.
A prisão foi resultado de uma investigação realizada pela Coordenadoria Regional de Investigações Especiais de Joinville (força-tarefa constituída pelo Ministério Público, Polícia Civil e Polícia Militar), em conjunto com o Departamento de Investigações do Crime Organizado do Estado de São Paulo, representado na oportunidade pelo Delegado José Mariano de Araujo Filho, que participou da ação.
Segundo os investigadores, é a primeira ação deste tipo no Brasil, de combate à distribuição ilegal do código de sinal fechado de TV na modalidade de “card sharing”. “Constitui-se na maior operação já realizada até agora”, dimensiona o Promotor de Justiça Andrey Cunha Amorim, Coordenador Regional de Investigações Especiais do MPSC em Joinville.
A descoberta de que a central funcionava em Joinville ocorreu após investigação motivada por informações prestadas pela empresa Sky  para a Unidade de Inteligência Policial do DEIC de São Paulo, o qual realizou todo o rastreamento dos servidores utilizados pelos envolvidos, constatando que a ação criminosa ocorria em Joinvile.
Durante a prisão em flagrante, ocorrida numa empresa criada em sociedade para prestar serviços de eletrônica, foram apreendidos equipamentos de informática, antenas utilizadas para recepção dos sinais de satélite, equipamento para transmissão de internet sem fio (wireless) e documentos.
A central clandestina tinha entre mil e 5 mil “clientes”, que podem ser de vários Estados, os quais pagavam uma mensalidade de R$ 30,00 – o que resultava num faturamento mensal de até R$ 150 mil. O homem preso em flagrante é um dos sócios da empresa e,  a partir da apreensão dos equipamentos, os peritos vão determinar o número exato de usuários da central clandestina e todos aqueles que se beneficiavam das fraudes.
Os envolvidos na fraude tinham diversas assinaturas da Sky, extraiam as chaves criptografadas dos cartões utilizados ppelos receptores originais da empresa vítima, através de uma prática pirata conhecida como “card share”, e transmitia o código aos usuários clandestinos através da internet .
Para assistir as imagens o “assinante” deveria ter um aparelho receptor conectado permanentemente à internet e à televisão.
“Os suspeitos vendiam aparelhos que captavam o sinal de tv fechada e pela internet remetiam códigos que abriam o sinal, permitindo a visualização das imagens”, explica Andrey. O que eles mantinhamem Joinville era uma central clandestina de distribuição de sinal de televisão por assinatura, segundo o Promotor Andrey.

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