Pentágono confirma que Flash Drive infectou rede militar dos Estados Unidos

Rede Militar norte americana

A violação mais importante de computadores militares dos Estados Unidos ocorreu em 2008, quando um flash drive infectado foi inserido em um laptop militar norte americano no Oriente Médio.
O incidente foi discutido publicamente, pela primeira vez nos Estados Unidos pelo secretário de Defesa William J. Lynn, em um artigo publicado na quarta-feira num site na internet sobre assuntos externos.
O código malicioso contido no flash drive foi inserido por uma agência de inteligência estrangeira, tendo se carregado em uma rede gerida pelo Comando Central norte americano, segundo escreveu Lynn, o que poderia ter permitido a partir daí que dados pudessem ser transferidos para servidores sob controle estrangeiro.
Lynn não fornece detalhes sobre quais informações teriam sido comprometidas, mas afirma que a violação foi a mais significativa para o Departamento de Defesa e que serviu para despertar o governo dos Estados Unidos.
Lynn diz que a freqüência e a sofisticação dos ataques contra redes militares dos Estados Unidos têm aumentado exponencialmente nos últimos dez anos. O incidente de 2008, segundo ele, acabou sendo a penetração de maior sucesso as redes militares norte americanas.
Ele afirmou ainda ser provável que os atacantes tenham adquirido milhares de arquivos em redes dos Estados Unidos ou em redes geridas por aliados daquele país, além de outras pertencentes a parceiros da indústria.
O Secretário norte americano destacou ainda que os ataques se estendem além das redes militares para redes de empresas como o “Google”, o qual revelou que em janeiro tinha perdido material de sua propriedade intelectual através de um ataque cibernético sofisticado oriundo da China, destacando ainda que o roubo de propriedade intelectual dos Estados Unidos pode representar uma ameaça ainda maior a longo prazo do que os ataques em infra-estruturas críticas.
Empresas, instituições acadêmicas e agências governamentais dos Estados Unidos perdem todos os anos um montante significativo de propriedade intelectual, muitas vezes maior do que toda a propriedade intelectual contida na Biblioteca do Congresso, ainda segundo Lynn.
Dado que a força militar vem de poder econômico, ele argumenta que as conseqüências econômicas decorrentes das perdas de propriedade intelectual poderiam prejudicar a eficácia militar e a competitividade econômica do governo dos Estados Unidos.
Por fim, ele disse esperar que a situação possa melhorar com o a implantação do “U.S. Cyber Command”, uma estrutura de comando unificado para a defesa de rede e operações, inaugurado em Maio, e que deverá estar totalmente operacional em Outubro, no entanto, ele prevê a necessidade de uma maior coordenação entre os setores público e privado nos Estados Unidos, e entre seus aliados, o que permitirá uma maior proteção as redes do país.

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