Próxima guerra mundial poderá ser no ciberespaço

Cyberwar

A próxima guerra mundial poderá ter lugar no ciberespaço, segundo advertiu o chefe da agência de telecomunicações da ONU.
“A próxima guerra mundial poderia acontecer no ciberespaço o que seria uma catástrofe. Temos que ter certeza de que todos os países entendem que nessa guerra, não existe uma coisa como uma superpotência”, disse Hamadoun Toure.
“Perda de redes vitais aleijariam rapidamente qualquer nação, e ninguém é imune ao ataque cibernético”, acrescentou o secretário-geral da União Internacional de Telecomunicações durante o “ITU Telecom World 2009”, em Genebra.
Toure disse que os países se tornaram “criticamente dependentes” da tecnologia para o comércio, finanças, saúde, serviços de emergência e distribuição de alimentos.
“A melhor maneira de vencer uma guerra é evitá-la, em primeiro lugar”, frisou.
A Internet tornou-se mais ligada à vida cotidiana, e os crimes cibernéticos também têm aumentado em freqüência, segundo especialistas. Esses ataques incluem o uso de “phishing” ferramentas para se apossar das senhas a fim de serem cometidas fraudes ou tentativas por hackers de derrubar redes seguras.
Alguns países começaram a responder a estas ameaças mediante o reforço das suas defesas.
Os Estados Unidos tem se movimentado de forma sem precedentes no sentido de permitir um mínimo de segurança a seus sistemas críticos e principalmente numa tentativa de dar segurança a empresas e cidadãos que usam a internet, realizando para isto pesados investimentos.
A Coréia do Sul anunciou também planos para treinar 3.000 ciberpoliciais neste ano para proteger as empresas após uma série de ataques em “websites” públicos e privados.
Segundo informou o vice-presidente da Alcatel-Lucent, num Fórum realizado no ano passado, as violações do “e-commerce” já estão ocasionando centenas de bilhões de prejuízos e perdas.
Mas uma das vítimas mais proeminentes nos últimos anos tem sido o pequeno estado báltico da Estônia, que tem concentrado seu desenvolvimento pós Guerra Fria em cima de tecnologias de internet.
Em 2007, uma onda de ataques cibernéticos forçou o fechamento de sites do governo e interrompeu os principais negócios daquele país.
O Ministro Estoniano da Economia e das Comunicações Juhan Parts, disse em Genebra que “a cooperação internacional adequada” é essencial. “Temos que ter uma cooperação horizontal a nível mundial”, acrescentou.
Para este fim, vários países se uniram numa parceria Multilateral Internacional contra as ciberameaças (IMPACT), criada este ano para “acompanhar e defender proativamente contra ameaças cibernéticas”.
Cerca de 37 Estados-Membros da UIT se inscreveram, enquanto que outras 15 nações estão em conversações avançadas,  segundo aquela entidade.
Especialistas dizem que um grande problema é que o software atual e a infra-estrutura da Web têm as mesmas fraquezas que os produzidos há duas décadas.
“O problema real é que estamos colocando no mercado software que é tão vulnerável como era há 20 anos”, afirma Cristine Hoepers, gerente-geral do CERT.br.
“Se você vê as vulnerabilidades que estão sendo explorados hoje, elas ainda são os mesmas”, salientou ela.
Ela sugeriu que os profissionais precisavam ser treinados para “projetar algo mais resistente.”
“As universidades não estão ensinando os alunos a pensar sobre isso. Precisamos mudar a força de trabalho, precisamos ir para as universidades…, temos de começar a educar os nossos profissionais”, disse ela.
Apontando a fragilidade na infra-estrutura existente, Carlos Moreira, que fundou e dirige a empresa suíça de segurança da informação “WISEKEY”, disse que a legislação é necessária para trazer segurança cibernética a padrões internacionais.

Fonte: Agence France-Presse

Deixe uma resposta