Queixas sobre cibercrime caíram 10 por cento no ano passado nos Estados Unidos

Queda no Cybercrime

A agência dos EUA que rastreia denúncias de atividades criminosas na Internet, divulgou na quinta-feira que menos pessoas se queixaram de fraude na Internet em 2010 do que no ano anterior.
O “Internet Crime Complaint Center” (IC3) mantém um site onde as vítimas podem relatar detalhes sobre qualquer Fraudes na Internet. Ele compartilha os dados com as autoridades policiais para ajudá-los a caçar criminosos. No ano passado, o IC3 recebeu 303.809 denúncias, quase 10 por cento menos do que o total do ano anterior, de 336.655.
O IC3 é operado nos EUA pelo F.B.I. e o Centro Nacional de Crimes do Colarinho Branco. Ele publicou seu relatório anual na quinta-feira, com base em dados apresentados em 2010.
A maior fonte de reclamações foi de pessoas que tinham sido enganados por criminosos que se dizem compradores e vendedores, mas que na realidade são “Scammers” internacionais que enganam usuários de sites como “eBay” e “Craigslist” desviando milhões de dólares na última década. Na semana passada, um cidadão romeno, Adrian Ghighina, se declarou culpado de sua participação em um golpe que desviou cerca de 2,7 milhões dólares, enganando usuários do “eBay”, “Craigslist” e “AutoTrader.com”, que pagaram por veículos que nunca foram entregues.
Mesmo sem ter em conta a fraude em sites de leilão online, que o IC3 conta em separado, este tipo de atividade representou 14,4 por cento das queixas, segundo informou o IC3 disse. Isso representou um salto notável a partir de 2009, quando o total foi de 11,9 por cento.
Em relação a 2009 as queixas apresentadas caíram no ano de 2010, sendo a maior incidência de golpes relatados os casos de e-mails carregados de malware que pretensamente teriam como origem o próprio FBI.
Já em 2009 “e-mails” falsos que seriam oriundos do FBI foram um grande problema, totalizando quase 17 por cento de todas as queixas. Em 2010, eles totalizaram 13,2 por cento.
Houve também uma queda do número de queixas sobre golpes com pagamento antecipado de valores, onde seria prometido para vítima um prêmio de loteria ou grande herança, mediante o pagamento de uma taxa administrativa falsa. Estes golpes caíram de 9,8 por cento em 2009 para 7,6 por cento no ano passado.
Não é surpreendente que os golpistas estão à procura de novas atividades, pois os consumidores podem estar sendo melhor informados sobre alguns desses crimes, disse Adam Chernichaw, sócio do escritório de advocacia “White & Case”, em Nova York, que presta consultoria a empresas de serviços financeiros. “Depois de vários anos no centro das atenções os consumidores estão mais educados e buscam caminhos mais fáceis”, disse ele.
Adam Chernichaw acredita que o número total de reclamações pode ser baixo, porque as empresas estão cada vez melhores em lidar com fraudes. Os comerciantes mais informados estão ficando melhores em recusar transações suspeitas e adotando ferramentas de detecção automática de fraude o que permite melhor detecção dos golpes, segundo ele.

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