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Participação no programa “Online” da Rede Brasil de Televisão

Ontem, tive a oportunidade participar do programa “Online”, que vai ao ar toda quarta feira a partir das 22:00 horas, na Rede Brasil de Televisão, acompanhado pelo notável consultor e professor  em segurança da Informação Jeferson D’Addario, onde pude tecer algumas considerações sobre o episódio de espionagem realizado pela N.S.A. do governo norte americano. Aproveito a oportunidade para a parabenizar toda a produção do programa pelo excelente nível da atração e cumprimentar a apresentadora Claudia Carla pelo maravilhoso trabalho realizado.

Claudia Carla

 

Fraude contra Televisão por Assinatura

Cerca de 10% dos cerca de 17 milhões de assinantes da TV paga no Brasil em todas as modalidades utilizam artifícios fraudulentos como o denominado “cardsharing”com o objetivo de ter acesso a mais canais do que paga em seu pacote com a operadora. Em outras palavras: o assinante compra na rua ou na internet um receptor que consegue burlar a proteção no sinal que ele recebe em sua casa por intermédio do compartilhamento das chaves criptográficas pela internet. Fato é que a pirataria tem crescido de maneira praticamente equivalente em todos os países latinos e até mesmo nos Estados Unidos. Na reportagem apresentada pelo Jornal da Gazeta no dia 06 de Agosto de 2013, você pode acompanhar nossa entrevista trazendo comentários sobre a pirataria dos sinais de televisão por assinatura.

Estaremos ministrando novo curso no dia 31 de julho p.f..

Cabeçalho

 

 

Trata-se de um curso idealizado especialmente para pessoas que desejam desenvolver a capacidade de identificar e prevenir a ocorrência de fraudes no seu local de trabalho, com grande ênfase a identificação e coleta de indícios e provas, apuração de denúncias de fraudes ou o esclarecimento de fatos sobre situação ou situações que tenham algum tipo de repercussão na esfera interna e externa de uma empresa. O curso é ministrado através de um workshop 6 horas de formação voltados para o desenvolvimento de competências mínimas onde os participantes deverão adquirir habilidades avançadas como resultado das disciplinas ministradas e das atividades desenvolvidas, incluindo a capacidade de identificar,processar e coletar provas e indícios, perquirir testemunhas e proceder a realização de entrevistas.  

Carga horária: 6 horas
Horário: 10hs às 17hs

Turmas disponíveis: 31/07/2013 
Investimento:  Duas parcelas de R$245,00 sem juros no cartão ou R$490,00 à vista.
Público Alvo: Profissionais envolvidos nas áreas : Segurança da Informação, Jurídico, Negócios e Recursos Humanos e Compliance.
Local: Universidade Gama Filho – Central de Cursos – Rua Treze de Maio, 683 – Próximo a Estação Brigadeiro do Metrô (20 minutos).

 

Conteúdo Programático:

 

-Identificando Fraudes e Desenvolvendo Processos de Prevenção
-Técnicas de Entrevista e Coleta de Depoimentos
-O uso da tecnologia nas investigações
-O Processo de Investigação
-Aspectos legais envolvendo investigações internas
-Identificação e Coleta de Indícios e Provas
-Gerenciamento de Investigações

MATRICULE-SE

87 decodificadores de TV ilegais são apreendidos pela Polícia em feira popular de Brasília.

Ação Antipirataria em Brasília

A Polícia Civil do Distrito Federal apreendeu na terça-feira, dia 04, 87  (oitenta e sete) aparelhos decodificadores de sinal para TV por assinatura, utilizados para fraudar o acesso a programação de fornecida por empresas de televisão por assinatura (Cardsharing).
Os receptores, produto de contrabando, eram vendidos em bancas da Feira dos Importados, no SIA, Distrito Federal.

Ação Antipirataria em Brasília
Ação Antipirataria em Brasília

Durante a operação, quatro pessoas foram autuadas em flagrante, mas pagaram fiança e foram posteriormente liberados.
A ação é fruto de uma das várias ações promovidas pela Alianza Contra la Piratería de Televisión Paga (Aliança Contra a Pirataria da Televisão Paga), cuja missão é combater uma forma de pirataria conhecida na indústria de televisão por assinatura por “Cardsharing”, tendo a ação de campo realizada pela Delegacia de Combate aos Crimes de Propriedade Imaterial (DCPIM) da Polícia Civil de Brasília.
Desde 2010, mais de 50 marcas de decodificadores destinados à pirataria dos sinais de televisão por assinatura apareceram no mercado latino-americano.
Esta modalidade de pirataria é comandada por fabricantes internacionais dos decodificadores e pelas redes organizadas de distribuição e apoio ao uso dos aparelhos para propósitos não autorizados.

Ação Antipirataria em Brasília
Ação Antipirataria em Brasília

Entre os atuais apoiadores da Alianza estão DirecTV PanAmericana, Sky Brasil, Telefonica, VTR e Claro Peru, Claro Ecuador, Claro Colombia, Claro Chile, Discovery, ESPN, Canais Latino Americanos da Fox International, Globosat, Grupo Latino Americano da HBO, Telecine, Televisa, Turner Broadcasting System Latin America, Win Sports, ABTA, Media Networks Latin America e Nagra.
Os aparelhos decodificam recebem pela internet ou por um outro satélite as chaves criptográficas utilizadas para codificação dos sinais transmitidos pelas operadoras de televisão por assinatura e e permitem que seu utilizador possa assistir aos canais fechados, permitindo acesso total a programação dos canais de televisão.
Nesta operação a Polícia também autuou seis bancas instaladas na feira.
Segundo o Delegado Luiz Henrique Sampaio, que coordenou toda a operação, os aparelhos vendidos eram todos contrabandeados e seus vendedores forneciam inclusive à pessoa responsável pela instalação do produto.
Segundo a Polícia, o preço do aparelho variava entre R$300,00 a R$700,00, sendo que o valor da instalação custava em torno de R$120,00.
Todos os aparelhos apreendidos foram contrabandeados da China, Coreia e Paraguai, sendo que os autuados deverão responder por contrabando e crime contra o consumidor, ficando sujeitos a penas que variam de 1 a 6 anos de prisão.

Ação Antipirataria em Brasília

Lei 12.683, de 9.7.2012: reforço ao poder de requisitar dados cadastrais pela Autoridade Policial.

Acesso a Dados CadastraisRecentemente foi editada a Lei 12.683, de 9.7.2012, a qual alterou diversos dispositivos da Lei 9.613/98, com o propósito de adequá-la à nova realidade da moderna criminalidade e possibilitar meios adequados e rápidos de alcançar os infratores.
Dentre as mais importantes inovações trazidas pela alteração legislativa esta o artigo 17-b, dispositivo de natureza processual penal da maior relevância prática.
Por ele a Autoridade Policial e o agente do Ministério Público podem dirigir-se diretamente a instituições (p. ex. companhia telefônica), requisitando dados cadastrais do investigado (p. ex., endereço).
Outrora, estes órgãos quando perquiridos exigiam uma ordem judicial, o que acabava levando a investigação a uma verdadeira teia burocrática que em muito contribuía para o insucesso.
Mas o que são dados cadastrais para os fins estabelecidos pela alteração legislativa?
Dados cadastrais são as informações objetivas fornecidas por clientes e armazenadas em banco de dados de pessoas jurídicas de direito privado, os quais, normalmente são o nome completo, C.P.F., R.G., domicílio e número de telefone.
Este tipo de informação não revela quaisquer aspectos da vida privada ou da intimidade do indivíduo, até porque é esperado que todos possuam tais elementos identificadores, os quais por se tratarem de dados objetivos, não permitem qualquer juízo de valor sobre uma pessoa.
O S.T.F. já se posicionou sobre o assunto, no sentido de que a proteção constitucional a inviolabilidade das comunicações se refere à comunicação de dados e não aos dados em si, conforme extensa ementa abaixo parcialmente transcrita, além do fato de que conceito de “dados” contido no preceito constitucional é diverso do conceito de dados cadastrais:

EMENTA: (…) IV – Proteção constitucional ao sigilo das comunicações de dados – art. 5º, XVII, da CF: ausência de violação, no caso. 1. Impertinência à hipótese da invocação da AP 307 (Pleno, 13.12.94, Galvão, DJU 13.10.95), em que a tese da inviolabilidade absoluta de dados de computador não pode ser tomada como consagrada pelo Colegiado, dada a interferência, naquele caso, de outra razão suficiente para a exclusão da prova questionada – o ter sido o microcomputador apreendido sem ordem judicial e a conseqüente ofensa da garantia da inviolabilidade do domicílio da empresa – este segundo fundamento bastante, sim, aceito por votação unânime, à luz do art. 5º, XI, da Lei Fundamental. 2. Na espécie, ao contrário, não se questiona que a apreensão dos computadores da empresa do recorrente se fez regularmente, na conformidade e em cumprimento de mandado judicial. 3. Não há violação do art. 5º. XII, da Constituição que, conforme se acentuou na sentença, não se aplica ao caso, pois não houve “quebra de sigilo das comunicações de dados (interceptação das comunicações), mas sim apreensão de base física na qual se encontravam os dados, mediante prévia e fundamentada decisão judicial”. 4. A proteção a que se refere o art. 5º, XII, da Constituição, é da comunicação ”de dados” e não dos ”dados em si mesmos”, ainda quando armazenados em computador. (cf. voto no MS 21.729, Pleno, 5.10.95, red. Néri da Silveira – RTJ 179/225, 270). V – Prescrição pela pena concretizada: declaração, de ofício, da prescrição da pretensão punitiva do fato quanto ao delito de frustração de direito assegurado por lei trabalhista (C. Penal, arts. 203; 107, IV; 109, VI; 110, § 2º e 114, II; e Súmula 497 do Supremo Tribunal).

Cumpre ainda destacarmos que informações cadastrais de correntistas de instituições financeiras não estão sujeitas ao chamado “sigilo bancário”, pois não sendo os dados cadastrais bancários protegidos pelo sigilo bancário não há em nosso ordenamento jurídico qualquer previsão no sentido da necessidade de ordem judicial para o acesso a este tipo de dados cadastrais, o que implica na aplicabilidade do poder geral de polícia (art. 6, III do CPP) no que diga respeito à requisição destes.
Desta forma, tendo a Autoridade Policial conhecimento que determinada conta bancária é utilizada para fins ilícitos pode requisitar ao banco os dados cadastrais do titular da mesma.
Por outro lado, a alteração legislativa em comento veio para deixar assentado que a Autoridade Policial pode requisitar “dados cadastrais telefônicos”, informações mínimas sobre o proprietário da linha telefônica, com a finalidade de especificar qual é o consumidor do serviço e cujo acesso não depende de nenhum tipo de autorização judicial.
Com o advento da alteração legislativa, certo é que o descumprimento de requisição de dados cadastrais solicitados por Autoridade Policial amolda-se perfeitamente ao delito de desobediência, constante no artigo 330 do Código Penal, por se tratar de ordem legal advinda de funcionário público uma vez que tal prerrogativa requisitória encontra-se amparada pela norma constante no artigo 6º, III do CPP.
E mais: a Lei 8.078/90, em seu artigo 43, §4º, estabelece que os bancos de dados e cadastros relativos a consumidores são considerados entidades de caráter público, o que reforça ainda mais a possibilidade de requisição de dados cadastrais pela Autoridade Policial através do poder geral de polícia, inclusive anteriormente a edição da Lei 12.683, de 9.7.2012, a qual veio apenas consagrar este tipo de posicionamento.
Esperemos apenas que as concessionárias de serviço público ou empresas detentoras de dados cadastrais de interesse de investigações não criem óbices ao cumprimento do disposto na legislação mencionada.