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Crimes Digitais III – Aprovação da Lei: Debate

Debate Crimes Eletrônicos

Debate Crimes Eletrônicos

Foi realizado no último dia 14 de dezembro o debate “Crimes Digitais III – Aprovação da Lei”, realizado na “AMCHAM – Câmara Americana de Comércio” e organizado pela Revista “Decision Report” com o patrocínio das empresas “Check Point” e “Westcon”, o qual teve como apresentadora e mediadora a jornalista Graça Sermound, e a participação do Deputado Federal Julio Semeghini (PSDB-SP), o advogado especialista em crimes eletrônicos, Dr. Renato Muller Ôpice Blum, Victor Murad (camara.e-net),  Fabio Leto (Abrasinfo), além de executivos de T.I. de diversas empresas.
Na oportunidade, foram discutidos diversos aspectos do substitutivo aprovado perlo Senado Federal e que recebeu a denominação de “Projeto Azeredo”, por ter sido capitaneado naquela casa legislativa pelo Senador Eduardo Azeredo (PSDB – MG) e que atualmente tramita pela Câmara dos Deputados onde está sob análise da COmissão de Ciência e Tecnologia, onde o Deputado Júlio Semeghini e o Relator, e na Comissão de Constituição e Justiça, onde o Deputado Federal Regis de Oliveira (PSC – SP) está encarregado da elaboração de Relatório.
Em dado instante das discussões ocorreu a participação remota do Delegado José Mariano de Araujo Filho, da Polícia Civil do Estado de São Paulo,  professor da Academia da Polícia Civil de São Paulo e especialista na investigação de Crimes por Meios Eletrônicos, que criticou o modelo atual da investigação dos crimes por meios eletrônicos pela morosidade na obtenção de provas e poela falta de investimento estatal na preparação dos policiais que atuam na área.
O Delegado Mariano lembrou que os criminosos que atuam no crime por meio eletrônico são extremamente articulados e trocam informações quase que permanentemente, o que acaba por favorecer a disseminação de seus golpes e o aperfeiçoamento de suas técnicas, agravado pelo fato de que a investigação dos crimes por meios eletrônicos está sempre prejudicada pelo fato de que as provas envolvidos neste crime serem extremamente voláteis e sujeitas a alterações tanto pela falta de velocidade na sua coleta quanto pela burocracia dos órgãos judiciais em autorizar a sua obtenção.
Lembrou ainda o Delegado Mariano que os crimes por meios eletrônicos já são uma “indústria” altamente lucrativa, chegando inclusive a rivalizar em seus ganhos com o narcotráfico, mas sempre caindo nas graças das organizações criminosas pela possibilidade de serem executados em locais remotos, dificultando a identificação de envolvidos que gozam de uma real sensação de segurança por consumarem o crime fora do alcance dos órgãos policiais.