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Usuários do Facebook não somente estão adotando medidas muito mais dramáticas para se protegerem e não revelarem quem são, como também para protegerem a informação de quem são seus amigos.
O número de usuários do Facebook que torna pública a sua lista de amigos na atualidade é significativamente menor do que em comparação há alguns anos atrás.
Esta tendência é impulsionada pela crescente atenção que o Facebook recebeu desde 2010 com relação as suas políticas de privacidade, além de uma maior conscientização por parte de seus usuários para o fato de que terceiros podem aprender muito sobre alguém através das pessoas a quem ele ou ela estiver ligado por intermédio de uma rede social, tudo conforme apuraram pesquisadores do Instituto Politécnico da Universidade de New York.
Embora o estudo tenha se concentrado unicamente no Facebook, especificamente nos usuários do Facebook de New York, os resultados apontam para a probabilidade de uma tendência crescente entre usuários cada vez mais preocupados sobre como as empresas recolhem e usam seus dados pessoais.
O Google, por exemplo, tem recebido muita atenção ultimamente por suas mudanças nas políticas de privacidade, assim como pela recente revelação de que está forçando o uso de “cookies” nos usuários do Safari.
Para o estudo, uma equipe de investigação analisou páginas de perfis públicos de 1,4 milhões de usuários do Facebook na cidade de Nova York em março de 2010 e junho de 2011, procurando determinar as alterações mais visíveis que os usuários teriam realizado em suas páginas públicas.
A mudança mais significativa apontou que em março de 2010, apenas 82,7 por cento dos usuários tinham suas listas de amigos visíveis ao público, sendo que em junho, o número diminuiu para 47,4 por cento.
O mais impressionante é que os usuários tomaram esta decisão de esconder a sua lista de amigos de forma consciente durante esse período de tempo.
Durante os rastreamentos realizados entre Março de 2010 e junho de 2011, as listas de amigos dos usuários eram, por padrão, públicas para todos os usuários do Facebook.
Os investigadores atribuem esta mudança a uma consciência crescente dos riscos associados com a partilha de informações pessoais “on-line”, bem como por questões de privacidade específicas do Facebook.
Essa consciência crescente resultou, pelo menos em parte, numa maior cobertura por parte da mídia das práticas de privacidade que o Facebook já tinha recebido.
Os pesquisadores descobriram que o número de reportagens, que incluiu os termos “Facebook” e “privacidade” aumentaram 4,5 vezes entre janeiro de 2009 e setembro de 2011.
Os resultados não levam em consideração a atenção recebida pelo Facebook em maio de 2010 com relação a sua decisão de fazer com que os perfis dos usuários fossem públicos por padrão.
O Facebook posteriormente redesenhou sua interface de configurações de privacidade para torná-la mais fácil para que os usuários alterassem suas configurações padrão, podendo inclusive ocultar suas listas de amigos.
O que não é totalmente claro é se os usuários realmente se conscientizaram de quanta informação terceiros poderiam obter para aprender ou inferir com eles, através do uso de suas conexões no Facebook e em outras redes sociais.
Estudos recentes descobriram que a manipulação de informação sobre um usuário poderia incluir o sexo, idade, orientação sexual, religião, orientação política e assim por diante.
Mesmo que um usuário esconda sua lista de amigos, ele ou ela ainda dependerá que seu ou seus amigos façam o mesmo.
Através de rastreamento inteligente, um terceiro pode determinar quem são os prováveis amigos com quem uma pessoa se relacione numa rede social.
Quanto mais os usuários optarem por esconder suas listas de amigos em suas páginas de perfil público, mais eles se tornam cada vez mais difíceis de serem rastreados, tanto para o bem como para o mal, impedindo assim que terceiros possam usar o Facebook visando construir um gráfico social, a fim de inferir informações ocultas sobre usuários, conforme concluiu o estudo em questão.
A conclusão é que os dias de fluxo livre de valiosos dados de usuários, espalhado aos quatro ventos por sites e serviços como Facebook, Google+, Twitter e Foursquare podem secar lentamente, na medida em que seus usuários vigiam cada vez mais a sua privacidade e a de seus pares.
Isso certamente não vai impedir que organizações e indivíduos, bem-intencionados ou não, procurem maneiras de aprender o máximo que puderem sobre futuros clientes ou vítimas.
Fonte: Ted Samson para o “InfoWorld”.
O “olho por olho, dente por dente” entre hackers pró-Palestinos e hackers pró-Israel intensificou-se neste final de semana depois que um hacker, que se denominou “Hannibal” alegou ter vazado os detalhes de “login” do Facebook de “100 mil árabes”.
Militante pró-Israel, “Hannibal” advertiu, em 13 de janeiro, que teria tido acesso a “cerca de 30 milhões de contas de e-mail de usuários árabes”, acrescentando que ele iria vazar as credenciais de “login” ao longo dos próximos 55 anos, em retaliação a um ataque por parte de hackers árabes contra websites de Israel.
Ele, então, teria liberado, via “Pastebin”, o que afirmava ser detalhes de login de cerca de 85 mil contas do Facebook, embora o número real parecesse muito menor.
Mas em sua última comunicação, divulgada no sábado, ele anunciou um vazamento ainda maior de dados.
“Hannibal” afirmou ter publicado até agora centenas de milhares de e-mails e contas do Facebook de cidadãos árabes, alegando ter divulgado por volta de “100k” [sic] de contas dos árabes, segundo ele, arrematando que postar esta lista de contas permitira mostrar a sua enorme força.
Segundo “Hannibal”, os árabes deveriam aprender uma lição e saber que não deveriam mexer com ele.
Os links para os arquivos de texto, que conteriam as informações alardeadas por “Hannibal”, estariam espalhados por 14 locais distintos de compartilhamento de arquivos.
O hacker, que modestamente reconhece que as pessoas da nação judaica não o nomearam “general de hackers de Israel”, em seguida, pede de forma inesperada a suspensão da “guerra cibernética”, que tem queimado virtualmente o Oriente Médio nas últimas semanas.
“Hackers de Israel, parem! A Guerra cibernética ficará parada até segunda ordem, vou postar novamente se eles atacarem o Estado de Israel” teria escrito “Hannibal”, que ainda acrescentou que “Se eles aparecerem de novo, volto para salvar Israel. Confiem em mim. Eu sempre estarei por perto.”
Neste particular, as atividades de “Hannibal” teriam começado no início de janeiro, quando um hacker denominado “OxOmar”, que afirmava pertencer à um grupo de hackers árabes denominados “Group-XP”, alegou ter vazado os dados bancários de 400 mil israelenses.
Bancos de Israel argumentaram, no entanto, que a maioria dos dados estariam desatualizados ou duplicados e que apenas 14 mil registos de cartões teriam sido expostos.
Logo em seguida, o Vice-chanceler israelense, Danny Ayalon, teria atraído a ira do grupo de hackers “Anonymous” e de outros grupos semelhantes, ao comparar o ato de “hackear” ao terrorismo, avisando que não haveriam ações retaliatórias por parte de Israel.
Fonte: Phil Muncaster do The Register
Num movimento que acontece em meio a grandes preocupações sobre a ameaça cada vez maior às redes civis e militares de Israel por parte do Irã, as Forças de Defesa de Israel (I.D.F.) estão reunindo equipes de hackers de elite para atuar em favor do país numa eventual cyber guerra.
De acordo com o jornal “Jerusalem Post”, no mês passado o exército recrutou cerca de 300 jovens prodígios em computação para servir como soldados em sua Inteligência Militar e na Agência denominada “Direção C4I”, ambas envolvidas com cyber guerra.
A Agência “C4I”, que teria como significado “Comando, Controle, Comunicações, Computadores e Inteligência Militares”, é dirigida por um coronel e ex-comandante da “Matzov” (Centro para a Segurança e Criptografia de Informações), unidade esta responsável pela elaboração dos códigos utilizados na criptografia das informações de outras unidades como “I.D.F.” (Forças de Defesa de Israel), “Shin Bet” (Agência de Segurança Israelense) e as redes do “Mossad”, além de grandes hidroelétricas e “mainframes” responsáveis pela infraestrutura de telefonia e distribuição de água no país.
Segundo informações do jornal “Jerusalem Post” publicadas no mês passado, o governo do Irã teria um ambicioso plano de investimento da ordem de US$ 1 bilhão, a fim de desenvolver tecnologia e contratar especialistas em informática com o objetivo de impulsionar aquele país em medidas ofensivas e defensivas numa cyber guerra.
Israel também estaria preocupado com ataques cibernéticos terroristas, após a liberação de milhares de números de cartão de crédito de israelenses por um hacker árabe na semana passada.
Segundo afirmou o oficial sênior de Israel, o país não esta onde gostaria quando se trata do mundo cibernético, mas esta trabalhando para melhorar suas capacidades.
Uma das principais preocupações da IDF é a possibilidade de que um inimigo se infiltre e derrube redes militares durante uma guerra.
O jornal “Jerusalem Post” trouxe relatos de que o “I.D.F.” tem investido pesadamente na digitalização de suas forças de terra, permitindo-lhes compartilhar informações táticas sobre a localização das unidades amigáveis e hostis.
Segundo afirmou um oficial sênior da direção da Agência “C4I”, cyber defesa significa reter a capacidade de continuar operando e ser capaz de confiar na segurança e disponibilidade de suas redes.
E a ameaça é real, já que um grupo apelidado de “Team Hacker Gaza” teria lançado um ataque cibernético contra o website dos Bombeiros de Israel, no mais recente de uma série de ataques de cyber-terrorismo contra aquele país.
Ainda de acordo com o “Jerusalem Post”, o mesmo grupo teria invadido o website do vice-chanceler Danny Ayalon na semana passada, tendo publicado traços e pegadas sobrepostas em seu rosto em imagens de Ayalon que teriam sido utilizadas no ataque realizado contra o website dos bombeiros, além de ameaçar atacar outros websites de Israel e ter escrito “morte a Israel” em hebraico.
Fonte: Tiffany Gabbay, para o The Blaze
Mensagens, atualizações de status, comentários, mensagens instantâneas, uploads de vídeos, tweets e textos têm se tornado uma parte regular da vida das pessoas.
No mundo 24/7 de hoje, estamos “logados” de todos os lugares, incluindo smartphones, dispositivos de jogos, tablets e laptops, e muitos pais simplesmente não sabem o que seus filhos estão fazendo, e muito menos quais os meios de comunicação social que eles estão usando.
Os mais afetados pelo uso inadequado da internet acabam sendo nossas crianças, as quais, na maioria das vezes, demonstram serem um alvo fácil para criminosos ou mesmo do uso criminoso de redes sociais e outros serviços.
A realidade é que a maioria das crianças começam a desenvolver relacionamentos “on-line” por volta dos oito anos de idade, geralmente através de sites que oferecem jogos e diversão.
Com 10 anos de idade, eles já evoluíram para jogos “multiplayer” e compartilham suas criações digitais e vídeos caseiros em sites como o “YouTube”.
Aos 13 anos, milhões de crianças já criaram contas em sites de redes sociais como o “Facebook”.
Mas existem muitos pontos positivos no que diz respeito à mídia social.
É uma forma divertida para as crianças interagirem com os amigos e também pode ser uma ótima maneira de aprender coisas novas, colaborar com os outros, expressar a criatividade, e desenvolver a sua própria personalidade.
O problema surge quando as crianças compartilham seus pensamentos privados, fotos, vídeos e informações pessoais.
Estes posts podem acabam por revelar muito informação privada de forma pública.
Um post de uma foto provocativa ou uma foto com uma garrafa de cerveja na mão poderia acabar prejudicando a reputação de uma criança.
Ainda mais preocupantes, são as questões de privacidade e segurança que vêm com redes sociais.
Comerciantes coletam dados com base na atividade “on-line” de seus filhos e, em seguida, direcionam anúncios a elas.
E agora com a habilidade de facilmente publicar a sua localização, a segurança física se torna uma preocupação que não pode ser desprezada de forma alguma.
Poucas pessoas poderiam ter uma ideia precisa sobre o efeito que uma rede social pode ter sobre o desenvolvimento infantil, mas fato é que os jovens precisam de alguma orientação sobre o uso das mesmas.
E como você pode ajudar seus filhos a tomarem boas decisões quando utilizam as redes sociais? Tenha em mente que:
• Sites de redes sociais como Facebook oferecem controles de privacidade para limitar quem vê as suas informações.
• Alguns sites exigem que somente crianças com idades superiores há 15 anos podem ter um perfil, o que não impede que crianças mais jovens possam criar e configurar contas mentindo sobre a idade que tenham.
• Devemos ter em mente que as redes sociais mantem as crianças e adolescentes ligadas aos amigos e proporcionam um ótimo espaço para que elas possam exprimir-se.
• Devemos ter em mente que mesmo com todos os controles que são oferecidos, não há garantia de privacidade.
• Ao permitir que seus filhos utilizem redes sociais, tenha em mente que as imagens inadequadas, posts e mensagens podem resultar em danos à reputação de uma criança, o que implica em vigilância constante.
• Esteja atento a forma como seu filho trata seus amigos porque ele pode postar informações que os identifique violando assim a privacidade dos mesmos.
Abaixo apresentamos algumas dicas que podem auxiliar os pais na utilização da internet por seus filhos de forma mais segura:
a)Dicas de comportamento dos pais com filhos mais jovens:
1º)Utilize adequadamente recursos de segurança para permitir ou não o acesso a determinados site por parte de seus filhos: Para crianças dos 5 aos 8 anos, existem sites com recursos de segurança, que ajudam as crianças a jogarem sem correr o risco de acessar conteúdos inadequados.
2 º)O Facebook não permite que crianças tenham perfis, se eles são menores de 18 anos. Como afirmamos anteriormente, a maioria das crianças e adolescentes, às vezes com o auxílio de seus próprios pais, mentem no cadastramento de suas datas de nascimento para conseguirem acesso. Mas Se você não deseja que seu filho tenha uma conta em redes sociais por não ter idade para isto, é necessário verificar o histórico do seu filho no navegador do computador, caso em que, se verificar que o Facebook está naquela lista, deve ter em mente que provavelmente seu filho tem uma conta naquela rede social.
3 º) Ensine seus filhos a pensarem antes de postar. Lembre a eles que tudo pode ser visto por um público vasto e invisível (também conhecido como amigos de amigos de amigos). Cada família é diferente, mas para as crianças do ensino médio, é uma boa ideia que os pais acessem as páginas de seus filhos, pelo menos no início, para ter certeza de que o que está sendo postado é apropriado. Os pais podem ajudar a manter seus filhos longe de algo que pode fazer com que a sua família, e não somente eles, se arrependam mais tarde.
4 º) Auxilie seus filhos a definirem suas configurações de privacidade. Configurações de privacidade não são infalíveis, mas são importantes. Aproveite o tempo para aprender como funcionam as configurações de privacidade nos sites favoritos de seus filhos, e ensine-os como controlar sua privacidade.
5 º) Ensine para seus filhos que se eles não tiverem coragem de dizer alguma coisa pessoalmente para alguém, também não o devem fazer postando na internet..
6 º) Você somente pode observar melhor seus filhos na internet se tiver uma conta nos serviços sociais que eles utilizam, sendo na maioria das vezes oportuno criar uma para você, a fim de ensiná-los como utilizar as redes sociais e até mesmo para tirar as suas dúvidas.
Dicas de comportamento dos pais com filhos já no ensino médio:
1 º) Converse com seu filho sobre a natureza do mundo digital. Lembre a eles que qualquer um pode ver o que está em suas páginas – mesmo se eles acham que ninguém vai. Potenciais empregadores e conhecidos, muitas vezes navegam em redes sociais. Ensine seus filhos adolescentes a pensar sobre quem pode ver suas páginas e como eles podem interpretar as mensagens ou fotos.
2 º) Estabeleça para seus filhos algumas regras sobre o que é e o que não é apropriado quando se comunicarem ou brincarem na internet. Lembre-se que mensagens com fotos ou comentários sobre o mau comportamento juvenil podem voltar para assombrá-los.
3 º) Deixe-os saber que qualquer coisa que eles criam ou usarem para se comunicar pode ser cortado, alterado, colado e enviado para outras pessoas. Uma vez que ele colocar algo nas suas páginas, ele estará fora de seu controle e pode ser tomado fora do contexto e usado para prejudicar a ele ou outra pessoa. Isso inclui conversas e fotos sobre sexo, drogas e álcool. Diga-lhe que o material “on-line” pode durar para sempre. Ensine que o que eles não iriam colocar na parede do corredor da escola, também não deve ser publicado “on-line”.
4 º) Advirta severamente seus filhos a não postarem a sua localização. As redes sociais permitem que crianças e adolescentes possam postar a sua localização, motivo pelo qual eles devem ser instados a não faze-lo.
5 º) Ensine seus filhos a utilizarem a internet de forma responsável. Estabeleça horários e ensine-os a dosarem seus horários com outros tipos de atividades.
Fraudadores e hackers na Inglaterra podem tomar uma pancada em breve com a proibição de acesso a mídia social que o governo britânico pretende incentivar os juízes a adotar como punição para crimes praticados na internet.
Um sistema denominada “The online tagging” é uma das várias recomendações anunciadas hoje com a divulgação do “Cyber Security Strategy – 2011” pela Grã-Bretanha.
As recomendações são destinadas a proteger a Grã-Bretanha e seus negócios na web contra os efeitos dos crimes cibernéticos, apresentando ainda um planejamento de obter “espiões” destinados a alertar os consumidores do Reino Unido para a necessidade de atualizar seu software antivírus no Facebook, além de focar a necessidade de dar treinamento de TI para a polícia, dentre outras medidas propostas.
Delineando as oportunidades e também os perigos da internet, especialmente para o comércio eletrônico do Reino Unido, o relatório defende um programa de educação e formação para tornar as pessoas mais seguras na internet.
Criminosos ingleses que cometerem cybercrimes estarão mais propensos a receberem sentenças que venham a lhes impor restrições, bem como criminosos condenados que estejam fora da prisão podem ser monitorados ao usarem computadores.
Além disso, fraudadores da Internet poderão ser impedidos de vender coisas pela internet, segundo sugere as recomendações expostas no documento que divulgou a “Cyber Security Strategy – 2011”.
Pessoas condenadas por crimes sexuais, assédio ou comportamento antissocial podem ter seu acesso à internet restringido a fim de proteger o público.
A ideia proposta deverá funcionar como um cyber-versão das “marcas” que os criminosos ingleses recebem no mundo físico, esclarecendo que estas “marcas” poderiam ser acionadas sempre que um infrator violasse as condições que lhe foram impostas quanto ao uso da internet, informando automaticamente a polícia ou o serviço de reinserção social o que seria muito importante por permitir atingir um grupo maior de infratores.
O documento divulgado sugere que novas rotinas de “cyber higiene” poderiam prevenir 80% dos crimes virtuais atuais que afetam os negócios e o público em geral.
A ideia principal é educar os ingleses para que até 2015 as pessoas consigam desconfiar de anexos de e-mail ou links suspeitos enviados por alguém desconhecido.
O governo britânico quer que as pessoas saibam que precisam estar sempre atualizando seus sistemas operacionais e software de vírus.
Especialistas em inteligência do Reino Unido e do serviço de espionagem inglês, além de empresas privadas, tais como Microsoft e HSBC, vão colaborar nesta campanha, que então eles esperam venha a se espalhar para o público em geral por meio do Facebook.
O documento apresentado afirma que a mídia social é uma das melhores maneiras de alertar as pessoas sobre “scams”, fraudes ou outras ameaças vindas da internet, destacando que os consumidores deverão ser ensinados a responder às ameaças cibernéticas como algo rotineiro.
Por fim, o documento destaca que a Polícia fará parte da estratégia a ser adotada e também deverá familiarizar-se com este novo mundo da tecnologia, devendo ter seus agentes treinados.
Um corpo interdepartamental – a “National Crime Agency” (NCA), deverá reunir especialistas em cybercrime alçados de outros departamentos governamentais, conforme venha a ser necessário.
O governo inglês planeja criar um Centro público-privado de cibersegurança aproveitando o conhecimento de seus especialistas em inteligência e funcionários de seu serviço de espionagem, beneficiando assim toda a economia britânica.
No geral, o governo inglês quer aumentar o número de pessoas ligadas a área de segurança de T.I., ou o “quadro de profissionais de segurança cibernética”, como gosta de chamá-los, visando produzir um novo plano de certificação para credenciar o setor e manter a padronização.
O Ministro de Cyber Segurança da Inglaterra, Francis Maude, e o Primeiro-Ministro Inglês, David Cameron, afirmaram que estavam comprometidos com a liberdade na internet e agradeceram pelo “boom” que ela havia trazido para as empresas britânicas.
O Ministro Maude afirmou que o crescimento da internet na Inglaterra revolucionou as vidas diárias dos ingleses e prometeu incontáveis oportunidades econômicas e sociais para os próximos anos, destacando que esta estratégia definiria a forma como os ingleses perceberiam os benefícios de um mundo em rede através da construção de uma forma mais confiável e resistente de ambiente digital, a fim de proteger o público de fraudes on-line e garantir a segurança da infraestrutura crítica do país contra ataques cibernéticos.
Fato muito comum na atualidade é verificar-se que na mente de algumas pessoas a perícia seja confundida e tratada como se fosse uma investigação, o que revela no mínimo profundo desconhecimento das habilidades necessárias aos profissionais envolvidos em ambas as áreas.
Ficando adstrito exclusivamente a fase de investigação, pode ser que o Delegado de Polícia, presidente do inquérito policial e consequentemente das investigações necessárias para comprovação da materialidade delitiva e coleta de indícios suficientes de autoria, precise de uma prova pericial, ou seja, de um documento que esclareça um ponto importante da investigação, que somente pode ser feito por pessoa com formação especializada.
A razão de ser da perícia é que seu conteúdo não poderia ser produzido pelos próprios Delegados de Polícia, que são bacharéis em direito, por reclamar outras formações intelectuais, como as de engenheiro civil, médico ou contador, para ficar nas mais comuns.
Na maioria das vezes, o resultado do trabalho realizado pelo Perito é algo único, voltado exclusivamente para o caso ao qual se destina e apresentando um vocabulário que realça um perfil elevado: o produto final obtido é um laudo; perguntas são quesitos; páginas são laudas e assim por diante.
A Perícia é concebida como uma atividade de examinar as coisas e os fatos, reportando sua autenticidade e opinando sobre as causas, essências e efeitos da matéria examinada.
Pode haver em qualquer área, sempre onde existir a controvérsia ou a pendência, inclusive em algumas situações empírica.
O objetivo da Perícia é o estado do fato característico e peculiar, que está sendo objeto de indagação, podendo ocorrer dentro do âmbito de qualquer uma das áreas da ciência.
Por outro lado, uma investigação criminal é um esforço por parte de um agente público para descobrir informações sobre um crime.
Podemos destacar o fato de existirem três formas que permitem que uma pessoa possa ser ser levada à justiça por um ato criminoso.
Primeiro e, provavelmente, o mais incomum, o indivíduo será submetido a ação judicial após ser conduzido por sua própria consciência a confessar uma ação criminosa.
Segundo, um policial pode surpreende-lo numa prática delituosa ou em situação que permita identificá-lo como autor de um delito.
Terceiro, e mais comum, uma investigação criminal pode identificar uma pessoa como suspeito.
Na maioria dos casos, quando um crime é cometido, duas preocupações se tornam o foco principal da atuação das forças policiais: a comprovação do cometimento do crime e quem o cometeu.
Tais indagações somente podem ser devidamente elucidadas por intermédio de uma investigação criminal, que deverá atuar precipuamente na chamada “cena do crime”.
Qualquer cena de crime permite que seja contada uma história, e como na maioria das histórias, cenas de crime têm personagens, um enredo, um começo, um meio, e, espera-se, uma conclusão.
No entanto, em contraste com autores que levam os seus leitores a um final pré-determinado, a disposição final de uma cena de crime depende quase que exclusivamente da atuação dos investigadores designados para o caso.
As habilidades dos investigadores em analisar a cena do crime e determinar como, o que, quem e por que, governam o modo como a história da cena do crime se desenrola.
Em muitos casos, para garantir um final satisfatório, ou seja, a repressão do crime, os investigadores devem ter aguçada percepção para entender que suas conclusões dependem da sua visão sobre a dinâmica do comportamento humano, uma vez que padrões de fala, estilos de escrita, gestos verbais e não verbais, além de outras características e padrões permitem dar forma ao comportamento humano.
Estas características individuais trabalham em conjunto para fazer com que cada pessoa ao agir, reagir, executar uma função o façam de forma única e específica, sendo que este comportamento individualista normalmente permanece consistente, independentemente da atividade que está sendo realizada.
Assim sendo, um investigador atua de forma muito mais ampla que um perito criminal na busca das informações que o levarão ao detalhamento da ação delituosa e a forma como esta teria se desenvolvido.
A investigação criminal permite que se possa olhar para as técnicas utilizadas pelos criminosos ao cometerem um delito, minuciando seus motivos e as suas razões.
É importante que fique claro que a investigação criminal é apenas assistida pelo laboratórios criminais, os quais estão melhor equipados para lidar com uma ampla gama de evidências físicas, como por exemplo numa análise química, sendo importante destacarmos que estas evidências são coletadas pelos investigadores no curso de uma investigação.
As técnicas de identificação, especialmente por impressões digitais, e mais recentemente pela voz ou pelo D.N.A., tornaram-se importantes recursos na investigação moderna.
Análise forense de sangue e urina, identificação de traços de substâncias químicas em órgãos de um corpo, análise fotográfica e fotomicrografia, exame de documentos, balística e outras técnicas científicas também são amplamente utilizadas em investigações modernas como forma de subsidiar trabalhos de investigação.
Neste panorama nunca podemos perder de vista que a investigação científica tem um papel importante no controle dos crimes e na correta identificação dos criminosos.
Com o desenvolvimento da ciência e da tecnologia os padrões das sociedades também têm se transformado e é fato que os criminosos também alteraram as suas técnicas para incorporar avanços tecnológicos na prática de vários crimes.
Isto faz com que se torne necessário o uso intenso de métodos de investigação científica por parte dos órgãos de investigação, mas de forma nenhuma implica na substituição da investigação pela perícia.
Ninguém discute que a ciência forense é a forma mais importante de investigar na atualidade, mas a sua função principal é permitir que os órgãos investigativos possam se beneficiar do uso de procedimentos, métodos e técnicas de ciência básica na análise de várias situações associados à prática de crimes.
Por tudo quando foi anteriormente exposto, forçoso é reconhecer-se que investigador criminal não é perito e vice-versa, muito embora também seja forçoso reconhecer que o trabalho de perícia constitui-se na maioria das vezes num dos mais importantes recursos para o sucesso de uma investigação criminal.
Em se tratando da investigação de cybercrimes no Brasil, sua investigação tem sido relegada exclusivamente ao trabalho desenvolvido por peritos, motivo pelo qual os índices de esclarecimento desta modalidade delitiva no país têm sido absurdamente pífios.
Fato extremamente comum é poderem ser vistas muitas investigações absurdamente paradas porque seus responsáveis ficam exclusivamente aguardando a elaboração de alguma perícia, enquanto preciosos vestígios vão se esvaindo, dada a volatilidade dos mesmos.
Este tipo de procedimento apenas se justifica pelo fato de que a grande maioria dos profissionais envolvidos na investigação de cybercrimes no país não reúne um mínimo de conhecimento técnico para investigá-los, procurando apenas basear suas ações no trabalho realizado por peritos, os quais fulcram suas conclusões em mínima fração do que está sendo investigado, até porque a perícia tem finalidade específica.
A melhoria das investigações de cybercrimes no Brasil passa obrigatoriamente por uma melhor formação dos profissionais envolvidos nesta área, os quais devem ter conhecimento específico para que possam realizar seu trabalho de maneira adequada.
Não investir na qualificação de profissionais é certamente prejudicar a investigação dos cybercrimes no Brasil, o que no mínimo, acabará por reforçar a sensação de impunidade na internet e prejudicará a imagem do país no exterior.
Por fim, é indiscutível que o crime, de forma geral, se tornou tão complexo como a natureza humana, sendo que os requisitos necessários para investigações eficientes também se diversificaram.
O desenvolvimento tecnológico moderno e os maravilhosos progressos na comunicação têm facilitado com que criminosos de todos os cantos do mundo possam cometer um crime com o uso de equipamentos sofisticados em um território, em seguida, possam fugir para outro lugar.
Isso levanta a necessidade de se ter métodos investigativos mais eficazes, sob pena de uma escalada sem igual na ação dos criminosos em todas as partes do mundo.
A solução está na adoção de métodos de investigação científicos e na criação de padrões de atuação mais eficazes, já que os criminosos acabam por afetar negativamente a sociedade, bem como prejudicam a qualidade de vida, além de ameaçarem os direitos humanos e as liberdades fundamentais na medida em que representam um sério desafio.
Atualizado em 03 de Janeiro de 2012.
Fonte: C R Swanson; N C Chamelin; L Territo in “Criminal Investigation”.
Conheça os bastidores do Departamento de Investigação Criminal do Cantão Suíço, instituição que criou o Serviço de Informática Judiciária, unidade especializada para atuar com a criminalidade praticada pela internet e os crimes relacionados ao uso da tecnologia.
Fonte: SF/swissinfo.ch
O Departamento de Justiça dos EUA tem se mostrado favorável a criação de leis que tornariam em crime o uso um nome falso no Facebook ou uma mentira sobre seu peso num perfil de namoro, tudo com o propósito de defender melhor as pessoas contras os crimes que são praticados na internet.
Num comunicado obtido pela “CNET”, que está programado para ser entregue amanhã, o Departamento de Justiça argumenta que ele deve ser capaz de processar violações dos sites com base nos termos de serviço e políticas de uso, muitas vezes ignorados e quase sempre ininteligíveis.
Segundo o que Richard Downing, chefe adjunto de cybercrimes do Departamento de Justiça, vai dizer junto ao Congresso dos Estados Unidos, a lei deve permitir que seja possível a abertura de processos com base na violação de termos de serviço ou acordo contratual, da mesma forma como ocorre com um empregador ou prestador de serviços.
Sem o necessário escalonamento da lei seria difícil ou impossível deter e endereçar ameaças internas graves através do processo penal, o que colocaria em risco os processos envolvendo furto de identidade, uso indevido de bases de dados do governo e invasões de privacidade, conforme afirmou Downing.
A lei em questão, a “Computer Fraud and Abuse Act”, foi utilizada pelo Departamento de Justiça para processar uma mulher, Lori Drew, que usou uma conta falsa no MySpace para atacar verbalmente uma menina de 13 anos, que depois cometeu suicídio.
Teria sido possível o uso desta lei uma vez que os termos de serviço do MySpace proibiam que seus usuários encenassem outra identidade, motivo pelo qual Drew foi condenada por violar a “C.F.A.A.”, muito embora sua condenação tenha sido posteriormente revista.
O que tornaria possível o escalonamento no uso da lei seria uma seção do “C.F.A.A.” que não seria originalmente destinada a ser utilizado dessa forma: a proibição de uso geral em qualquer ato baseado em computador que possa “exceder o acesso autorizado”.
Para o Departamento de Justiça, isto significa que os termos de uso de um site definem o que é “autorizado” ou não, e ignorá-los pode transformar uma pessoa num criminoso.
Uma carta teria sido enviada ao Senado dos Estados Unidos em agosto por uma coalizão esquerda-direita, que incluiriam organizações como “A.C.L.U., “Americans for Tax Reform”, “Electronic Frontier Foundation” e “FreedomWorks”, a qual alertava exatamente sobre isso. Alegando que se uma pessoa assumisse uma identidade fictícia em uma festa, não praticaria um crime federal, porém, se ela assumisse uma identidade fictícia numa rede social que proíbe pseudônimos, isto poderia ser considerado uma violação ao “C.F.A.A.”, o que para estas organizações seria o mau uso da lei.
Orin Kerr, um ex-promotor do Departamento de Justiça especializado em cybercrimes é atualmente professor de Direito na “George Washington University”, diz que os argumentos do governo são fracos.
Kerr, que também é testemunha diante de um subcomitê Judiciário da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, teria dito que o Departamento de Justiça afirma ter interesse em fazer cumprir os Termos de Uso e políticas de uso de computadores com base na “C.F.A.A.”, mas seus exemplos consistem principalmente em casos nos quais a conduta descrita já teria sido criminalizada por outros estatutos além do “C.F.A.A.”, afirmando ainda que o adequado seria apenas preservar a capacidade do governo em processar nos demais casos, enquanto não aumentassem os problemas de liberdades civis no estatuto atual.
Kerr dá ainda outros exemplos de termos de violações de serviço que se tornariam crime com o pretendido escalonamento proposto pelo Departamento de Justiça.
Se o Google diz que você não pode usar seus serviços caso não tenha a idade legal para assinar um contrato vinculativo, isto iria implicar em que milhões de adolescentes poderiam ser considerados criminosos.
Em outro exemplo, uma pequena mentira a respeito da idade ao realizar cadastro num site de relacionamentos como o “Match.com”, implicaria em prática criminosa, situação que aos olhos de Kerr não deve ser levada a sério para que alguém possa ser considerado criminoso.
Mas o Departamento de Justiça norte americano discorda.
De fato, como parte de um amplo esforço para reescrever as leis de segurança cibernética, a Casa Branca propôs a ampliação do alcance da “C.F.A.A.” não se limitando ao âmbito atual.
Stewart Baker, um advogado que era anteriormente secretário-assistente da Segurança Interna dos Estados Unidos e conselheiro geral da Agência de Segurança Nacional, sugeriu que as propostas do governo para expandir a “C.F.A.A.” são draconianas, argumentando que a atualização por duas vezes de direitos autorais de vídeos do “YouTube” seria um padrão de extorsão com sanções penais muito mais severas, caso a Justiça americana trilhasse este caminho.
Em uma espécie de ataque preventivo contra as correções propostas por Kerr e Downing, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos afirma que o “C.F.A.A.” criminaliza corretamente atividades online impróprias.
Mas Downing rebate estes argumentos dizendo que as empresas devem ter confiança de que podem permitir que seus clientes acessem determinadas informações em seus servidores, tais como informações sobre suas próprias ordens e informações de clientes, mas que também possa ter a certeza de que os clientes que intencionalmente excedam essas limitações e obtenham acesso a informações proprietárias do negócio ou informações de outros clientes podem vir a ser processados.
O Ciberespaço é um mundo digital criado por redes interconectadas de tecnologia da informação e as informações contidas nessas redes. É um bem comum global, onde mais de 1,8 bilhão de pessoas estão ligadas entre si para trocar ideias, serviços e amizade.
Neste contexto mundial, as empresas brasileiras estão se movendo rapidamente para adotar as aplicações digitais mais modernas, inclusive àquelas da próxima geração e tecnologias móveis.
Nem poderíamos deixar de mencionar, que o governo do Brasil e de inúmeros outros países, também se tornaram cada vez mais dependentes da Internet.
O governo federal só agora oferece mais de uma centena de serviços em tempo real, incluindo interação com a Receita Federal, solicitação de emprego e atendimento às empresas.
Não podemos deixar de reconhecer que o nosso sucesso no ciberespaço é um dos nossos maiores patrimônios nacionais, o que certamente implica em proteger esse sucesso principalmente nossos sistemas cibernéticos contra o uso indevido por pessoas mal-intencionadas e outros ataques destrutivos, o que certamente é um desafio assustador.
Não há uma maneira simples de detectar, identificar e recuperar-se da ação de atacantes que não podem ser vistos ou ouvidos, por não deixarem nenhuma evidência física por trás deles ao esconderem suas trilhas através de uma complexa rede de computadores comprometidos.
Segurança cibernética nos afeta a todos, em parte porque, mesmo os atacantes com apenas habilidades básicas têm o potencial para causar danos reais.
Ataques sofisticados podem atrapalhar os controles eletrônicos de nossas indústrias, estações de tratamento de água e redes de telecomunicações, interferindo na produção e entrega de bens e serviços básicos fornecidos por nosso governo e o setor privado.
Além disto, minam a nossa privacidade, roubando nossas informações pessoais.
Lidar com as ameaças cibernéticas de forma isolada não é suficiente.
O sucesso no combate a estas ameaças somente ocorrerá se o Governo Federal implantar uma estratégia na qual trabalhe em conjunto com os Estados, Municípios e o setor privado em um esforço.
Todos os anos, são detectados mais atacantes do que nos anos anteriores.
E todos os anos, aqueles que procuram se infiltrar, explorar ou atacar nossos sistemas cibernéticos se sofisticam mais e usam muito mais recursos do que nos anos anteriores.
Os criminosos estão investindo em suas capacidades, motivo pelo qual devemos responder, investindo mais ainda na nossa capacitação.
Ataques cibernéticos incluem acesso não intencional ou não, utilização, manipulação, interrupção ou destruição (através de meios electrónicos) de informação eletrônica e/ou infraestrutura eletrônica e física usadas para comunicação de processos, e/ou armazenamento de informações.
A gravidade de um ataque cibernético determina o nível apropriado de resposta e/ou medidas de mitigação, isto é, segurança cibernética.
Neste contexto, o Governo Federal deveria adotar todas as medidas necessárias para monitorar e prestar aconselhamento sobre mitigação de ameaças cibernéticas, e coordenar a resposta nacional a qualquer incidente de segurança cibernética.
Desnecessário falar sobre a necessidade do governo federal de introduzir legislação para modernizar os poderes de investigação e aplicação da lei, e assegurar que inovações tecnológicas não sejam usadas para driblar as intercepções legais de comunicações e nem em apoio à atividade criminosa.
Estas são iniciativas importantes, mas elas não são mais suficientes, pois a ameaça está se tornando mais séria.
Para garantir que nosso uso avançado do ciberespaço continue a ser um ativo estratégico, o Brasil deve antecipar e enfrentar as ameaças cibernéticas emergentes.
Existem várias maneiras de ganhar acesso à informação no ciberespaço. Atacantes podem explorar vulnerabilidades em software e hardware. Eles podem explorar as vulnerabilidades de segurança para enganar as pessoas a fim de que abram e-mails infectados ou visitem sites que seus computadores com software malicioso, ou eles podem tirar proveito de pessoas que não seguem as principais práticas de segurança cibernética, como alterar suas senhas com frequência, atualizar sua proteção antivírus regularmente ou usar apenas redes sem fio protegidas adequadamente.
Depois de terem acesso a um computador, os atacantes podem furtar ou corromper as informações armazenadas nele, adulterar suas operações e programá-lo para atacar outros computadores e os sistemas aos quais eles estão conectados.
Em muitos casos, vítimas podem sofrer o furto de sua identidade e até de seus bens pessoais.
As empresas brasileiras podem perder a corrida para lançar um produto no mercado, ou experimentar outros danos, sem nunca perceber que suas perdas foram causadas por um ataque cibernético.
Estima-se que no período de um ano, 84% das grandes organizações brasileiras podem ter sofrido um ataque cibernético, sendo que no mundo inteiro a perda de propriedade intelectual como resultado desses ataques dobrou entre 2009 e 2010.
Apesar de certas ferramentas de ataque e técnicas utilizadas serem mais caras e sofisticadas do que outras, a maioria dos ataques cibernéticos apresentam quatro características:
São Baratos – Muitas ferramentas de ataque podem ser compradas por um preço modesto ou baixadas gratuitamente a partir da Internet;
São Fáceis – Os atacantes com apenas habilidades básicas podem causar danos significativos;
São Eficaz – Mesmo ataques menores podem causar grandes danos;
Tem baixo risco – Os atacantes podem escapar da detecção e repressão escondendo seus rastros através de uma complexa rede de computadores e explorando lacunas nos regimes jurídicos nacionais e internacionais.
Embora haja alguma semelhança na forma e nos métodos de atacantes cibernéticos, a natureza da ameaça representada por cada um é diferenciada pelos suas diferentes motivações e intenções.
Existem três tipos de ameaças que podemos mencionar:
Patrocinada pelo Estado para espionagem ou controle de atividades militares: As ameaças cibernéticas mais sofisticadas vêm de serviços de inteligência e militares de outros países.
Na maioria dos casos, estes ataques são bem dotados de recursos, são pacientes e são persistentes.
Sua finalidade é obter vantagens políticas, económicas, comerciais ou militares.
Todos os governos tecnologicamente avançados e empresas privadas são vulneráveis a espionagem cibernética patrocinada por outros países.
Informações colhidas em todo o mundo confirmam que esses ataques tiveram sucesso em roubar segredos industriais e de estado, dados privados e outras informações valiosas.
Alguns países têm declarado publicamente que os ataques cibernéticos são um elemento central de sua estratégia militar, enquanto outros têm sido amplamente acusados de usar ataques cibernéticos para coincidir com – e ampliar os efeitos de suas operações militares.
Estes programas de ataque cibernético são normalmente concebidos para sabotagem de infraestrutura e de comunicações de um, podendo também apoiar ataques eletrônicos a equipamentos militares de um adversário.
Ataques cibernéticos que perturbam respostas a emergências e a sistemas de saúde pública colocariam em risco inúmeras vidas.
Importante chamarmos atenção para o fato de que a resposta a esses riscos requer modernização das nossas doutrinas militares e de nossas forças de segurança interna.
Redes terroristas também estão se movendo para incorporar as operações cibernéticas em suas doutrinas estratégicas. Entre muitas atividades, eles estão usando a Internet para apoiar suas atividades de angariação de fundos, recrutamento e propaganda.
Os terroristas estão cientes do potencial de utilização da dependência do mundo em sistemas cibernéticos como uma vulnerabilidade a ser explorada. Por exemplo, agora há recursos online fornecendo aconselhamento a terroristas sobre a forma de defender seus próprios sites, enquanto promovem ataques cibernéticos contra seus inimigos.
Além disso, um grande número de grupos terroristas, incluindo a Al-Qaeda, exprimiram a sua intenção de lançar ataques cibernéticos contra os países ocidentais.
Embora os especialistas duvidem que os terroristas tenham atualmente a capacidade de causar sérios danos através de ataques cibernéticos, eles reconhecem que essa capacidade provavelmente irá se desenvolver ao longo do tempo.
Da mesma forma que os países têm ampliado suas operações no ciberespaço, também o fez o crime organizado.
O crime organizado tem realizado ataques cibernéticos habilidosos, a fim de sustentar muitas de suas atividades tradicionais, como furto de identidade, lavagem de dinheiro e extorsão.
Criminosos agora vendem informações furtadas em tempo real, tais como dados de cartões de débito e de crédito, senhas de “login” para servidores de computador contendo software malicioso projetado para se infiltrar e causar danos a sistemas alvo.
Mesmo aqueles de nós que são diligentes na proteção de nossas informações pessoais correm o risco de ter nossos dados pessoais furtados por criminosos que irão compartilhá-los entre eles.
Algumas organizações criminosas estão agora desenvolvendo software personalizado para seus ataques e estão usando tecnologias de criptografia avançada para proteger seus próprios ativos e segredos comerciais.
Policiais especializados em cybercrime e membros das comunidades de segurança brasileiros argumentam que as capacidades de alguns criminosos virtuais chegam a rivalizar com a de criminosos de países desenvolvidos.
Traçando uma comparação, bactérias podem desenvolver resistência a antibióticos, sendo que para piorar a situação, vírus de computador e códigos maliciosos estão continuamente sendo desenvolvidos para fugir de nossas defesas e dos softwares antivírus.
A evolução das ferramentas e técnicas de ataque cibernético acelerou perigosamente num passado recente.
As estatísticas compiladas por duas conhecidas empresas de segurança de Internet, Akamai e Symantec, em conjunto mostram que os programas de computador maliciosos agora se originam em mais de 190 países. Mais de 60% de todos os códigos maliciosos já detectados foram introduzidos no ciberespaço, somente em 2008.
Não há dúvida de que a frequência e a gravidade das ameaças cibernética está se acelerando, sendo que proteger os brasileiros no ciberespaço será um desafio em constante evolução.
Para efetivamente enfrentar esse desafio se exigirá uma série de ações e respostas, acompanhadas de investimento contínuo e vigilância a longo prazo.
O Brasil, Estados e Municípios precisam de uma Estratégia Integrada de Segurança Cibernética que deve ser construído sobre três pilares:
1)Segurança dos sistemas de governo: O povo brasileiro precisa ter confiança de que o Governo preservará adequadamente suas informações pessoais e corporativas, e também confiança nos serviços que o mesmo possa lhe prestar.
Também deve existir confiança de que o governo vai agir para defender a soberania cibernética do país e proteger e promover nossa segurança nacional e nossos interesses económicos
2)Parceria para proteger os sistemas cibernéticos vitais fora do governo: A prosperidade econômica do Brasil e dos brasileiros depende do bom funcionamento de muitos sistemas que estão fora do governo.
Em cooperação com estados, municípios e o setor privado, o governo federal deve apoiar iniciativas que visem fortalecer a proteção dos sistemas existentes no Brasil, incluindo a de seus setores de infraestrutura crítica.
3)Ajudar os brasileiros a se tornarem “cyber seguros”: Os governo de todos os níveis devem ajudar os brasileiros a obterem as informações necessárias para proteger a si e suas famílias no uso de tecnologias, fortalecendo a capacidade das forças policiais do país no combate ao cybercrime.
A implantação elo Brasil de seu plano de Estratégia Integrada de Segurança Cibernética permitirá o fortalecimento de nossos sistemas cibernéticos e dos setores de infraestrutura crítica, apoiando o crescimento econômico e protegendo os brasileiros que se conectam uns aos outros e ao mundo.
Por outro lado, a colaboração, especialmente a internacional, é essencial para que o ciberespaço brasileiro possa ser protegido, permitindo que o país se beneficie ao ser visto internacionalmente e internamente como um parceiro confiável em tornar o ciberespaço mais seguro.
Importante destacarmos que três potenciais mundiais, os Estados Unidos, o Reino Unido e a Austrália, tem se movimentado intensamente para implantar seus planos de proteção a seu ciberespaço, o que deveria ser um incentivo para o Brasil já que muitos dos princípios orientadores e prioridades operacionais estabelecidas por estes países se assemelham aos nossos.
O Brasil deveria se preocupar com o seu envolvimento em discussões de segurança cibernética existentes nas principais instâncias internacionais, tais como as Nações Unidas, a “O.E.A.” e o “G-20”.
Neste aspecto, o país está tão atrasado que sequer ratificou a Convenção do Conselho da Europa sobre o Cibercrime, e nem mesmo implantou uma legislação que permitisse a ratificação deste tratado.
O Brasil deveria também se preocupar em prestar apoio aos esforços internacionais de desenvolvimento e implantação de um regime de governança global cibernética que permitisse melhorar nossa segurança interna e externa, olvidando seus esforços no sentido de ajudar a construir a capacidade de segurança cibernética de estados menos desenvolvidos e parceiros estrangeiros, o que ajudaria nosso país a evitar que adversários possam explorar elos fracos na defesa cibernética global.
A comunidade acadêmica do Brasil, organizações não governamentais e o setor privado devem se juntar aos governos federal, estaduais e municipais na obtenção de sistemas mais seguros, auxiliando, principalmente, as forças de segurança interna no combate a cyber criminalidade, pois cada uma dessas comunidades tem características únicas e capacidades tecnológicas e analíticas que lhes permite oferecer a capacidade de melhorar a cyber segurança interna e externa.
A colaboração destas comunidades é fundamental para o sucesso do país e para aumentar a nossa produtividade e prosperidade.
É fato que o governo não pode proteger cada um de nós de todas as ameaças que encontramos quando estamos navegando em redes como a internet, mas os brasileiros devem tomar consciência dessas ameaças e das ferramentas disponíveis para reconhecê-las e evitá-las, usando-as para se proteger e a suas famílias.
Como mencionamos anteriormente, a Estratégia Integrada de Segurança Cibernética do Brasil deve ser construída sobre três pilares: Segurança de sistemas de governo, Parceria para proteger os sistemas cibernéticos vitais fora do governo e Auxílio para que os brasileiros se tornem “cyber seguros”.
O mundo cibernético em que os brasileiros vivem, trabalham e jogam não apresenta as regras de lei e ordem que governam nosso mundo físico.
O governo está encarregado de salvaguardar algumas de nossas informações pessoais e mais sensíveis em suas bases de dados eletrônicos, fornecendo ainda diversos serviços para os brasileiros e para o setor privado através de seus websites e sistemas de processamento eletrônico.
E o governo transmite informação extremamente sensível e confidencial e que muitas vezes está relacionada a operações militares de segurança nacional através de seus sistemas de comunicações.
A imprensa constantemente tem divulgado inúmeros ataques cibernéticos que foram dirigidos a sistemas do governo.
Atacantes cibernéticos sondam regularmente estes sistemas, procurando vulnerabilidades.
Proteger nossos “links” não é simplesmente uma questão de eficiência operacional, mas sim uma questão de segurança nacional e soberania, protegendo a vida de nossos militares e policiais, integridade a nossa economia e salvaguardando as informações pessoais dos brasileiros.
Devemos reforçar nossa capacidade de detectar, deter e nos defender contra ataques cibernéticos ao implantar a tecnologia cibernética que promova nossos interesses econômicos e de segurança nacional.
Alcançar a integridade de nossos sistemas exige que os papéis e responsabilidades sejam claros, os sistemas sejam reforçados e os funcionários do governo estejam cientes dos procedimentos adequados.
Também é essencial que se torne muito claro nas diversas esferas de governo que no que diz respeito a um assunto tão importante como a segurança cibernética, não há espaço para ambiguidade no que diz respeito a quem faz o quê.
O Governo Federal deve delinear uma abordagem de todo as esferas de governo para a elaboração de relatórios sobre a implantação da estratégia integrada, além de fornecer coordenação central para avaliar as ameaças emergentes, bem como estabelecendo as abordagens coordenadas para enfrentamento de riscos dentro das esferas de governo e em todo o Brasil.
No que diz respeito à segurança interna, o Governo Federal deve ser o ponto focal para o monitoramento de ameaças, bem como deve fornecer conselhos sobre riscos cibernéticos, dirigindo a resposta nacional a qualquer incidente de segurança.
Seria extremamente desejável que os governos federal, estadual e municipal promovessem, através de campanhas públicas, a conscientização e informação dos brasileiros dos potenciais riscos que enfrentam, além das ações que podem tomar para proteger a si e suas famílias no ciberespaço.
Importante que o Governo Federal reforce a sua capacidade para detectar e descobrir ameaças, fomentando ações de inteligência e promoção de serviços de segurança cibernética, o que lhe permitiria responder às ameaças cibernéticas e ataques contra as redes do governo e sistemas de tecnologia da informação.
A Polícia Federal e as Polícias Civis dos Estados devem ter suas ações integradas, sendo capacitadas para que possam investigar adequadamente atos criminosos dentro e fora do país contra as redes brasileiras e infraestrutura de informação crítica.
Dada à velocidade e complexidade de muitos ataques cibernéticos, as barreiras à cooperação e compartilhamento de informações entre as forças de segurança interna devem ser eliminadas, o que inclui a adoção de medidas para atender a essa necessidade e o fornecimento de recursos financeiros adicionais e pessoal necessário para permitir que os governos, principalmente os estaduais, cumpram com suas obrigações de segurança cibernética.
Mas que ninguém se iluda: para cada nova tecnologia ou prática adotada para melhorar a nossa segurança cibernética, outra é desenvolvida para contorná-la. Assim sendo, seria importante que o país continue a investir na aquisição de conhecimento, para que possa agir com rapidez contra novas ameaças.
Também seria desejável que o Brasil pudesse rever suas opções para aumentar os riscos e consequências para àqueles que atacam nossos sistemas cibernéticos.
A globalização da indústria de tecnologia faz com que seja difícil avaliar fornecedores confiáveis, até porque os atacantes cibernéticos estão bem cientes das oportunidades criadas por eles através de falhas de segurança na cadeia de abastecimento global.
O crime organizado e serviços de inteligência estrangeiros já tiram partido destas vulnerabilidades em um esforço para disseminar tecnologias exploráveis, motivo pelo qual todos os níveis de governo devem reforçar seus processos para reduzir o risco relacionado ao uso de tecnologias comprometidas.
Também é importante frisarmos que o sucesso na garantia de proteção aos sistemas de nosso país é altamente dependente dos funcionários do governo.
Incidentes incontáveis em todos os segmentos da sociedade têm demonstrado que até mesmo os sistemas de segurança mais sofisticados podem ser prejudicados por um simples erro humano.
No governo, como em outros lugares, as pessoas podem deixar de seguir as práticas básicas de segurança cibernética ao não mudar suas senhas regularmente, supor que um sistema de e-mail seja mais seguro do que é, importar códigos maliciosos em computadores do local de trabalho ao visitar sites corrompidos.
Exatamente por tudo o que foi exposto o investimento na capacitação das pessoas é fator essencial em qualquer estratégia de combate a cyber ameaças, isto para não falarmos na importância vital de capacitação de todos aqueles que devem investigar as ameaças internas e externas.
Certo é que o sucesso econômico do setor privado do país depende em grande medida da sua capacidade para garantir pesquisa de ponta e de propriedade intelectual, transações comerciais e dados financeiros.
Deixar de assegurar esses bens conduz inevitavelmente à perda de mercado, menos clientes e colapso da empresa.
Da mesma forma, o bem-estar do povo depende do acesso a serviços seguros e confiáveis de transporte, redes de comunicação e instituições financeiras, sendo cada vez mais importante a proteção a dois dos principais contribuintes para a nossa qualidade de vida: as empresas privadas que dirigem nossa prosperidade econômica e os sistemas de infraestrutura que dão suporte as nossas atividades diárias.
Se isto não acontecer irão ocorrer inúmeros impactos econômicos adversos e toda a confiança do consumidor ficará minada.
Somente um ambiente de negócios seguro e confiável, pode ajudar a promover a produtividade e inovação em direção à prosperidade econômica do Brasil.
O público precisa ser mais consciente das vulnerabilidades inerentes aos sistemas cibernéticos que as indústrias brasileiras utilizam para oferecer seus serviços.
Uma maior conscientização irá alertar os brasileiros no sentido de evitar o furto de identidade e a potencial perda financeira.
Devem ser levadas a cabo parcerias entre o governo federal, os governos estaduais, os municípios e o setor privado a fim de que se possa melhorar a postura de segurança cibernética do país e dos brasileiros.
O reforço das parcerias entre todos os níveis de governo são um componente essencial no fornecimento de uma estratégia de segurança cibernética abrangente para o Brasil e os brasileiros.
Os estados e municípios têm um papel fundamental a desempenhar na promoção da conscientização entre os brasileiros, especialmente os jovens no sistema de ensino, onde a primeira exposição à Internet muitas vezes ocorre. Somente quando todos os níveis de governo estiverem trabalhando juntos poderemos ter certeza de que os brasileiros manterão suas informações privadas e seguras.
Muitos dos riscos e impactos de ataques cibernéticos são compartilhados entre o Governo e o setor privado. Por exemplo, tecnologia não confiável é prejudicial tanto para o governo como para a indústria, motivo pelo qual Identificar esses riscos deve ser feito em parceria.
Cada parceiro deve compartilhar informações de segurança precisas e oportunas sobre ciber ameaças existentes e emergentes, técnicas de defesa e as melhores práticas.
Outra área-chave de colaboração é a segurança dos sistemas de controle de processos.
Esses sistemas atualmente controlam tudo, desde máquinas e fábricas até a infraestrutura crítica do país.
Eles controlam as barragens de nossas hidroelétricas, impedem as nossas redes elétricas de entrar em colapso e impedem o mau funcionamento de nossas redes de transporte.
Assim, a segurança destes sistemas de controle é fundamental para que recebamos de forma segura serviços e produtos dos quais os brasileiros dependem.
Iniciativas conjuntas público/privado devem ser implantadas para que se possa identificar ameaças e compartilhar-se as melhores práticas.
Nossos esforços de segurança cibernética coletiva poderão ser aperfeiçoados através de programas de treinamento e exercício.
O resultado destes exercícios será uma melhor compreensão da dinâmica entre os parceiros em segurança cibernética.
A participação nestes exercícios também apoiará a melhoria dos procedimentos para que possam ser evitadas falhas de segurança cibernética.
A interrupção da infraestrutura e sistemas cibernéticos críticos pode ter impactos diretos sobre as empresas e os países vizinhos, como é o caso dos países do Mercosul, sendo certo que ataques cibernéticos nas redes interconectadas podem ter efeitos em cascata em todos os setores industriais e nas fronteiras nacionais.
Por esta razão, o Brasil precisa ter participação mais ativa em fóruns internacionais ligados à proteção de infraestrutura crítica e segurança cibernética.
O sucesso do Brasil no ciberespaço nos ajuda a atingir níveis de produtividade pessoal e prosperidade sem precedentes.
Mas também permite que criminosos do mundo todo cometam crimes tradicionais com tecnologias do século 21, motivo pelo qual os governos federal e estadual devem tomar medidas para impedir que o ciberespaço se torne um paraíso criminal.
O país precisa urgentemente negar o anonimato que os criminosos estão procurando e, ao mesmo tempo proteger a privacidade dos brasileiros.
Os criminosos brasileiros sabem que o cibercrime tem custo e risco muito baixo e é algo extremamente rentável.
As forças policiais brasileiras não podem combater a transnacionalidade dos crimes cibernéticos com baixa capacidade de investigação e ferramentas adequadas.
Equipar a nossa polícia para nos proteger no ciberespaço exige que lhes seja fornecido novas prerrogativas legais e recursos financeiros.
Seria de extrema importância dotar a Polícia Federal do Brasil dos recursos necessários para estabelecer um sistema centralizado e integrado de Controle de cybercrimes, o que facilitaria sua integração com as Polícias Civis de todos os estados.
O Governo deve se empenhar em aprovar legislação para aumentar a capacidade das forças policiais de investigar crimes cibernéticos, sendo importante mencionarmos que o bem estar coletivo e a proteção da população devem vir em primeiro lugar, motivo pelo qual de nada adiante aprovar-se um “Marco Civil” para estabelecer direitos e deveres dos usuários de internet no Brasil e se esquecer do combate aos crimes.
Exigir que os prestadores de serviços na Internet forneçam para a polícia dados de identificação básica de seus clientes é algo fundamental, pois esta informação é essencial para combater crimes na internet que ocorrem em tempo real, como por exemplo a exploração sexual de crianças.
Conclusão
A cada dia que passa a dependência do ciberespaço pelos brasileiros cresce. Não há volta a um mundo sem Internet. Assim como as gerações anteriores se aproveitaram de métodos cada vez mais complexo e úteis de comunicações, nossa geração tem abraçado a Internet.
Mas assim como nós desfrutamos dos benefícios do ciberespaço, também devemos reconhecer que ele nos ameaça das mais variadas maneiras.
Os países hostis e os criminosos que optam por usar a Internet para praticar seus crimes estão se tornando mais sofisticados e perigosos todos os dias.
Devemos investir agora em cibersegurança para proteger a nossa prosperidade económica, a segurança nacional e a qualidade de vida dos brasileiros.
O Brasil deve combater o cibercrime e proteger os brasileiros no uso do ciberespaço em suas vidas diárias, divulgando informações sobre a necessidade de segurança cibernética, e encorajando os brasileiros individualmente, a indústria e todos os níveis de governo a adaptar o comportamento e as tecnologias necessárias para enfrentar as ameaças cibernéticas em constante evolução.
Se quisermos um Brasil mais forte e protegido já está mais do que na hora de nossos governantes fazerem a sua parte.
Grupo “Anonymous” cria cyber armadilha e divulga o endereço IP de quase duzentos supostos pedófilos.
Os “hacktivistas” do “Anonymous” continuam sua cruzada contra sites de pornografia infantil, divulgando publicamente os endereços IP de 190 pessoas que supostamente estariam exibindo ilegalmente imagens sexuais de crianças em seus computadores.
“Anonymous” postou os endereços IP ontem, dia 02 de novembro.
Este foi o mais recente esforço do grupo em sua campanha para derrubar sites de pornografia infantil hospedados na “darknet”.
A “darknet” é qualquer parte da Internet que é deliberadamente escondida da vista e só pode ser alcançada através do anonimato do IP usando portais acessíveis por ferramentas como o “TOR”.
Sites da “darknet” são tradicionalmente usados para hospedar e comercializar pornografia infantil, além de oferecer outros serviços ilegais, tais como identidades falsas e esteroides.
Os hackers do “Anonymous” lançaram seu primeiro ataque em 20 de outubro p.p., tendo derrubado cerca de 40 destes sites pornográficos existentes na “darknet” e vazando os nomes de 1.589 membros ativos do “Lolita City”, um site de compartilhamento de arquivos usado por pedófilos.
Porém, o “Anonymous” não estava satisfeito com a resposta, ou falta dela, por parte das agências de aplicação da lei, motivo pelo qual resolveu divulgar os endereços IP utilizados pelos próprios infratores.
Numa mensagem que publicou na internet, o “Anonymous” explicou que utilizou um golpe de engenharia social, simples em sua missão e muito técnico na sua execução, para proceder à captura dos endereços IP dos usuários suspeitos de pornografia infantil.
O “Anonymous” descobriu que o projeto “TOR” iria lançar uma nova versão do software em 27 de outubro para abordar questões de segurança.
Eles teriam então contatado a Fundação Mozilla, criadores do navegador Firefox, para que fosse autorizada a criação pelo grupo de hackers de um botão, o qual na realidade era um dispositivo de rastreamento IP que direcionava todo o tráfego relacionado à pornografia infantil de volta para o grupo, sendo que este botão foi denominado “Pawt mel”, e o login para uso do mesmo “Whiny da Pedo”.
Num comunicado o “Anonymous” informou que o “Pawt Mel” não continha qualquer malware ou vírus tendo sido desenvolvido de acordo com as diretrizes do Firefox/Mozilla.
Com o seu dispositivo de rastreamento de IP no lugar, os hackers continuaram o que eles chamavam de “Operação Impressão da Pata”, nada mais do que um truque muito comum usado por “phishers” e cibercriminosos.
O grupo divulgou uma mensagem falsa de atualização de segurança do TOR num site denominado “Hard Candy”, o qual hospedaria sites de pornografia infantil e esperou que os usuários pedófilos do TOR fizessem o download, ocasião em que passou então a ser capaz de bloquear os pedidos de pessoas que tentavam visitar sites de pornografia infantil.
O grupo “Anonymous” acrescentou que o objetivo de sua operação não foi para lançar qualquer tipo de culpa no “TOR”, mas para mostrar que algumas maçãs podres podem ter estragado um serviço que para a maioria dos seus usuários é legítimos, dentre os quais jornalistas chineses e iranianos que acreditam no direito à liberdade de expressão.
Para aqueles que acompanham o nosso blog, tivemos oportunidade de alertar quanto ao uso indevido do “TOR” por parte de criminosos, em artigo denominado “Como os criminosos estão garantindo seu anonimato na internet” (http://bit.ly/s2yxdB), sendo nesta oportunidade sugerida uma profunda reflexão sobre as informações que estão ali contidas.



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