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Reportagens sobre Operação Policial realizada em Joinville para repressão ao chamado “card sharing”, modalidade de pirataria de TV por assinatura mediante envio de sinal por satélite.

Pirataria de TV

Em data de 23 de Junho de 2010 foi realizada operação policial entre o Ministério Público de Santa Catarina e as Polícias Civis de São Paulo e Santa Catarina para reprimir o chamado “card sharing”, modalidade de pirataria que visa fraudar a criptografia empregada pelas empresas de televisão por assinatura.
O cardsharing é conhecido por muitas pessoas como uma solução para se ter acesso a certos tipos de canais de televisão distribuida por satélite, o chamado “D.T.H.” (Direct to Home). Há alguns poucos anos, o cardsharing começou a ser conhecido e utilizado pelos italianos, ingleses e nórdicos, com o objetivo de compartilhar chaves de acesso criptografadas de alguns sistemas de proteção da programação enviada pelo satélite, a exemplo do “NDS” da empresa  “SKY”.
Os sistemas de encriptação como  o Conax, que era totalmente impossível de desencriptar devido às suas barreiras de segurança, acabaram sendo vencidos, através de emulação, utilizando sistemas de cardsharing.
Um usuário brasileiro pode trocar um card virtualmente com um inglês, por exemplo, e assim ter acesso a criptografia da “NDS”, ficando o inglês com acesso aos canais compartilhados e podendo, ainda, recompartilhá-los com outros usuários.
Assim, o cardsharing vem sendo ilegalmente utilizado, podendo um só emulador (“cam”) suportar todas os cards e assim, sem necessitar mudar configurações ou emuladores poder acessar inúmeros canais.
CardSharing consiste na partilha de um ou vários cartões de decodificação através da Internet. Funciona através da conexão de dois ou mais receptores. Num dos receptores é colocado um cartão decodificador de um determinado operador, o primeiro equipamento funciona como receptor/servidor: lê os dados do cartão decodificador e passa-os para outro (ou outros receptores), fazendo com que este funcione como se tivesse também um cartão original. Ou seja, na prática, permite que um só cartão de assinante “abra” o sinal nos outros receptores que estejam permanentemente conectados através da Internet ao receptor/servidor que tem o cartão.
Contrariamente ao que muitos possam pensar, não se trata de um sistema em que são partilhadas as imagens ou o sinal de satélite ou cabo, mas apenas os dados de decodificação do cartão.

Card Sharing

 
Veja abaixo a repercussão desta operação policial na imprensa de toda a região sul do país.

 

 

Operação conjunta entre o DEIC de São Paulo e a Polícia Civil e o Ministério Público de Joinville resulta em prisão de fraudador de sinal de televisão por satélite

Card Sharing

O técnico de eletrônica Valdevino Amaral foi preso em flagrante na manhã desta quarta-feira (23 de junho), em Joinville, por manter uma central clandestina de “Card Sharing” para liberação dos sinais transmitidos por satélite da programação de televisão por assinatura (D.T.H.) da empresa Sky.
A prisão foi resultado de uma investigação realizada pela Coordenadoria Regional de Investigações Especiais de Joinville (força-tarefa constituída pelo Ministério Público, Polícia Civil e Polícia Militar), em conjunto com o Departamento de Investigações do Crime Organizado do Estado de São Paulo, representado na oportunidade pelo Delegado José Mariano de Araujo Filho, que participou da ação.
Segundo os investigadores, é a primeira ação deste tipo no Brasil, de combate à distribuição ilegal do código de sinal fechado de TV na modalidade de “card sharing”. “Constitui-se na maior operação já realizada até agora”, dimensiona o Promotor de Justiça Andrey Cunha Amorim, Coordenador Regional de Investigações Especiais do MPSC em Joinville.
A descoberta de que a central funcionava em Joinville ocorreu após investigação motivada por informações prestadas pela empresa Sky  para a Unidade de Inteligência Policial do DEIC de São Paulo, o qual realizou todo o rastreamento dos servidores utilizados pelos envolvidos, constatando que a ação criminosa ocorria em Joinvile.
Durante a prisão em flagrante, ocorrida numa empresa criada em sociedade para prestar serviços de eletrônica, foram apreendidos equipamentos de informática, antenas utilizadas para recepção dos sinais de satélite, equipamento para transmissão de internet sem fio (wireless) e documentos.
A central clandestina tinha entre mil e 5 mil “clientes”, que podem ser de vários Estados, os quais pagavam uma mensalidade de R$ 30,00 – o que resultava num faturamento mensal de até R$ 150 mil. O homem preso em flagrante é um dos sócios da empresa e,  a partir da apreensão dos equipamentos, os peritos vão determinar o número exato de usuários da central clandestina e todos aqueles que se beneficiavam das fraudes.
Os envolvidos na fraude tinham diversas assinaturas da Sky, extraiam as chaves criptografadas dos cartões utilizados ppelos receptores originais da empresa vítima, através de uma prática pirata conhecida como “card share”, e transmitia o código aos usuários clandestinos através da internet .
Para assistir as imagens o “assinante” deveria ter um aparelho receptor conectado permanentemente à internet e à televisão.
“Os suspeitos vendiam aparelhos que captavam o sinal de tv fechada e pela internet remetiam códigos que abriam o sinal, permitindo a visualização das imagens”, explica Andrey. O que eles mantinhamem Joinville era uma central clandestina de distribuição de sinal de televisão por assinatura, segundo o Promotor Andrey.

Monitoramento de redes “BitTorrent”

Torrent

Pesquisadores descobriram uma maneira de monitorar usuários de “BitTorrent” por longos períodos de tempo, uma condição que lhes permite mapear os endereços de internet das pessoas e controlar o conteúdo que eles estão enviando e recebendo.
Em um documento apresentado esta semana no “Seminário Usenix”, os investigadores demonstraram como eles usaram a técnica para continuamente espionar os usuários de “BitTorrent” por 103 dias. Eles coletaram 148 milhões de endereços IP e identificaram dois milhões de cópias de downloads, muitos deles com direitos autorais.
Os pesquisadores, do Instituto Nacional Francês para Pesquisa em Ciência da Computação e Controle, também identificaram os endereços IP, onde a maior parte do conteúdo foi originado. Eles descobriram que a grande maioria de material sobre o “BitTorrent” começou com um número relativamente pequeno de indivíduos.
Os pesquisadores manifestaram o seu espanto sobre as técnicas atuais de combate a pirataria na internet, uma vez que sua pesquisa demonstra que seria muito mais efetivo combater uma pequena quantidade de indivíduos que disponibilizam conteúdo ilegal do que aqueles que simplesmente o propagam.
Os pesquisadores disseram que o vazamento de informações é construído para o próprio núcleo da maioria dos sistemas “BitTorrent”, incluindo aqueles utilizados por “The Pirate Bay” e “IsoHunt”.
Ao coletar informações de mais de 1,4 milhões de usuários únicos, eles foram capazes de identificar as partes específicas do conteúdo que está sendo distribuída por endereços IP específicos. Os resultados apontam para cerca de setenta por cento de prcisão.
As inseguranças contidas nas redes “BitTorrent” permitiram aos pesquisadores descobrir os endereços IP, mesmo quando eles estavam escondidos atrás do anonimato do serviço “T.O.R.”. Deve ser salientado que esta conduta criminosa não pode ser atribuída a rede “T.O.R.”, que há muito tempo pediu que as pessoas se abstenham de usar “BitTorrent” sobre os túneis de privacidade virtual. À luz da nova pesquisa, os gerentes deste projeto renovaram a advertência anteriormente lançada.
Fato é que o protocolo “BitTorrent” é vulnerável à manipulação por partes mal-intencionadas, mas não existe nenhuma vedação ao uso conjunto do “T.O.R.” com as redes “BitTorrent”.

Fonte: Stevens Le Blond, Arnaud Legout, Fabrice Lefes

Mercado Negro de Televisão por Satélite cresce na China

Pirataria de TV por Satélite

O mercado negro de TV por satélite está crescendo na China, como a classe média cresce lá, trazendo canais internacionais como CNN e MTV para um público muito mais vasto do que o permitido pelo governo.
Do ponto de vista jurídico, a Televisão chinesa por satélite é legal apenas para telespectadores escolhidos. Conteúdo considerado pornográfico, violento ou ameaçador para os interesses do Estado também é proibido, o que acaba se tornando um obstáculo potencial para uma gama de programas televisivos oriundos do exterior.
Emissoras como a CNN e a BBC, por exemplo, não tem medo de lançar críticas ao governo chinês em sua programação, o que certamente traria punições severas sobre uma estação de TV nacional.
Mas as antenas parabólicas que captam esses e outros canais internacionais, como a ESPN e a HBO, têm crescido de forma popular entre os trabalhadores de colarinho branco, apesar de todas as regras impostas pelo governo local.
Em 2008, na China, mais de 10 milhões de antenas parabólicas recebiam sinais enviados do exterior com o padrão DVB-S (Digital Video Broadcasting-Satellite), segundo a empresa de pesquisas “iSuppli”.
“Em princípio, este mercado é proibido”, disse o analista da “iSuppli”, o senhor Horse Liu.
Enquanto isso, os compradores de regiões urbanas também estão comprando antenas parabólicas que recebem a programação nacional livre. Essas antenas, concebida como um substituto da televisão por cabo nas zonas rurais, sob uma iniciativa do governo, mas são tecnicamente proibidas nas cidades, segundo Zhang Qiang Michael, gerente de pesquisas da “In-Stat”.
Elas são populares porque permitem que os moradores urbanos obtenham todos os canais que normalmente assistiriam se pagassem taxas para empresas de televisão a cabo, disse Zhang.
Até 40 milhões desse “mercado cinza” de antenas foram vendidas no ano passado na China, segundo a “iSuppli”.
O órgão regulador de radiodifusão da China emitiu neste mês regras que tem com o intuito verificar a disseminação dos dois tipos de televisão por satélite (programação interna e externa).
Os regulamentos exigem que as empresas que instalam o equipamento para acesso a televisão por satélite devam comprar licenças no âmbito de um sistema que permita controlar todos os equipamentos vendidos no país, pois eles são proibidos de comercializar equipamentos de recepção de TV por satélite em mercados abertos.
Algumas regras mais antigas restringiram o acesso a canais estrangeiros de TV via satélite para notícias, informações educacionais e científicas dentre outras. É permitido que visitantes estrangeiros possam assistir estações como a CNN e Bloomberg, enquanto permanecerem hospedados em alguns hotéis do país, muito embora estes tenham que solicitar uma licença e permitir que as autoridades providenciem a instalação dos equipamentos de acesso.

Fonte: Owen Fletcher, IDG News Service, via The PC World, Apr. 22, 2010